Um jovem negro corre desesperadamente pela rua. Parece fugir de um assalto, ele é assassinado por um homem que o mata friamente e que também atira em um rapaz branco que presencia a cena quando passa de bicicleta.
Cal McAffrey (Russell Crowe) é um jornalista que vai escrever uma matéria sobre esses e outros crimes.
O senador Stephen Collins (Ben Affleck), se envolve emocionalmente com uma assistente do congresso Sonia Baker (Harry Lennix). Ela morre misteriosamente e o caso é divulgado pela imprensa. Stephen é casado e vem a público se desculpar pelo envolvimento amoroso.
Cal é amigo do senador, ele é um repórter veterano da edição impressa do jornal Washington Globe e divide a matéria com a jovem jornalista da edição online Della Frye (Rachel McAdams).
Intrigas de Estado (State of Play, EUA, Inglaterra 2009, 127 min.) é um filme que aborda o polêmico tema sobre a parcialidade versus imparcialidade no jornalismo. Mostra quando existe o envolvimento pessoal do jornalista que escreve uma reportagem e as possíveis conseqüências que podem acontecer.
Ao deixar de lado a rixa entre jornalismo impresso e jornalismo digital, Cal e Della se unem. Juntos eles investigam a identidade do assassino. Embora essa seja uma profissão atualmente em constante transformação com o uso de novas tecnologias, uma coisa não mudou. O espírito de querer escrever uma boa matéria permanece o mesmo.
O diretor Kevin MacDonald de Um Dia Em Setembro (2000) e o Último Rei da Escócia (2006) tem o mérito de contar uma história de certa forma comum, como um triângulo amoroso sem recorrer a clichês e a diálogos com frases prontas. Em Intrigas de Estado, Kevin mescla no longa-metragem atualidades, como por exemplo, a discussão política sobre o desvio de verba pública norte-americana nas guerras contra o Afeganistão e o Iraque. Aqui representada pela empresa de segurança privada Pointcorp.
O filme pode empolgar pela maneira que é conduzida à trama. Uma das responsáveis por isso é a editora Justine Wright de Desafio Vertical (2003) e Último Rei da Escócia (2006). Justine, passa para o espectador as dificuldades de se fazer uma matéria jornalística investigativa, com o ritmo acelerado de uma cena para outra e com elementos que ocorrem dentro das redações. Correr contra o tempo, juntar os fatos, as entrevistas, persuadir fontes para que elas revelem o que sabem, ou alguém que saiba dar informações relevantes, entre outros.
A atriz Marcelline (Valeria Bruni Tedeschi), já passou dos 40 anos, não tem marido, filhos e tem uma carreira bem sucedida. Mas, a sua vida estável muda, pois ela é atormentada por visões da própria personagem que interpreta numa peça de teatro.
Atrizes (Actrices, França - 2007, 107 min.) traz novamente a versatilidade de Valeria Tedeschi. No filme além de atriz, ela é roteirista e diretora. Repete a dose de Il est plus facile pour un chameau... (2003), não exibido no Brasil. Em Atrizes, a diretora usa o teatro como uma linha narrativa a fim de contextualizar a história.
Numa das cenas, Valeria utiliza um ônibus como metáfora. Com essa figura de linguagem, realiza uma leitura de como está a vida de Marcelline e como pode ser o seu destino. Transparece a idéia de movimento, que continua no barco a remo, seguido de música clássica.
O fio condutor da história é Marcelline, que encarna o papel de Natalia Petrovna, heroína de Um Mês no Campo, escrito por Ivan Turgenev. Marcelline está no palco e depois sua mãe (Marysa Borini), faz uma visita ao seu camarim. A mãe dá uma inflamada bronca. Diz que não estava reconhecendo a própria filha no palco e que ela perdeu a risada. Os outros encontros com ela são sempre muito tensos.
O filme tem basicamente atuações alucinadas e teatrais. Atrizes segue com diversos cortes secos, que permeia a obra do início ao fim. O som do longa-metragem é muito bem utilizado, ou seja, barulhos e ruídos ajudam a fazer o espectador entrar no ambiente da trama. O recurso de ator atormentado pela própria imagem pode em algumas cenas enganar um espectador menos atento. Confunde até que ponto é o personagem no palco e qual é o personagem no filme.
Marcelline quer ser amada, ter filhos e sente o seu tempo passar. Numa de suas apresentações no teatro, ela sai correndo desesperadamente e caracterizada. Temos um final em aberto, com pelo menos duas interpretações sobre o seu destino.
Um jovem casal, o noivo adorável que toda mulher gostaria de ter pede de joelhos a mão da noiva em casamento em frente a sua futura casa. Até aí tudo bem, o problema surge quando o corretor de imóvel Peter klaven (Paul Rudd), descobre que não tem amizades masculinas. Peter, em toda a sua vida foi um namorador de carteirinha e nunca se preocupou em ter amigos homens. Numa reunião de família pegam no seu pé, pois não pode escolher um padrinho. A partir daí, Peter sai numa cruzada bizarra e hilária a procura de um pretendente para ser seu padrinho de casamento.
Pelo caminho ele encontra com gays, caros chatos e mal-humorados. Por acaso conhece o descolado Sydney Fife (Jason Segel). É estabelecida uma relação de amizade com fortes contrastes entre duas personalidades diferentes. Deu um lado o comportado e controvertido Peter. Do outro lado da moeda o carismático e bicho grilo Sydney, mas com alguns pontos em comum.
Eu Te Amo, Cara (I Love You, Man, EUA 2009, 105 min.) é um filme recheado de clichês das comédias norte-americanas e que costumam conquistar o público. Mensagens e ensinamentos que explicam o valor da amizade também estão presentes no longa-metragem.
O diretor de Quero Ficar com Polly (2004), John Hamburg, trabalha fundamentalmente com planos de câmera fechados, o que revela a intenção de focar somente o mundo de seus personagens.
O maior ponto em comum entre Peter e Sydney é a paixão pela música do grupo de rock progressivo, Rush. A forte amizade entre eles ameaça o relacionamento de Peter, que provoca ciúme na noiva Zooey Rice (Rashida Jones) e faz com que o corretor reflita sobre a importância o casamento. Em um determinado ponto do filme ele toma uma radical decisão.
Um problema de câncer faz com que uma família se mude para perto de uma clinica. A nova casa, parece ser um alicerce para a família Campbell se estabelecer, mas é justamente ali que o pesadelo se inicia e nem imaginam o que o destino reserva para eles.
Evocando Espíritos (The Haunting In Connecticut, EUA 2009, 103 min.) é um filme baseado na história real dessa família. Quando eles se mudam, descobrem que a casa havia sido uma funerária na década de 20. Deparam-se com um pequeno cemitério nos fundos da casa, uma câmara de embalsamento no porão e fotos de cadáveres. Essa era uma prática comum no início de século XX, fotografava-se parentes antes de serem enterrados.
Jonah, filho do antigo proprietário era vidente e foi um mensageiro demoníaco. Ele oferecia passagem para maléficas entidades espirituais atravessarem. Mas, o espírito de Jonah ficou preso na casa e o mensageiro precisa alertar a nova família sobre algo que precisa ser feito.
A comunicação com o sobrenatural é feita através do jovem Matt (Kyle Gallner), conhecido em atuações em seriados televisivos como (Veronica Mars). No filme Matt é o protagonista da história, que também é vidente e sofre na pele os danos causados pela sua sensibilidade.
Por não compreender que o problema de Matt é espiritual e não psicológico, sua mãe Sara (Virginia Madsen) leva-o em psiquiatras. Em um hospital, Matt encontra seu grande aliado, Popescu (Elias Koteas). O reverendo ajuda a explicar que suas visões não são apenas uma criação da mente.
O diretor do curta-metragem Enfermaria 13 (2003), Peter Cornwell estréia com o pé direito seu primeiro longa-metragem, Evocando Espíritos. Em uma das cenas o diretor homenageia o gênio Stanley Kubrick do filme O Iluminado (1980). No momento que Matt pega um machado e entra violentamente na casa, percebemos principalmente pelo enquadramento de câmera a influência de Kubrick.
Evocando Espíritos, agrada os fãs de suspense. Embora tenha o uso de efeitos especiais, Cornwell não excede esse uso e preserva a atmosfera sombria da obra.
Na tela a seguinte frase para mudar, é preciso dar o primeiro passo... A infelicidade bate na porta de Mercedes (Lilia Cabral), o seu primeiro passo é buscar ajuda e aterrissa no divã do psicanalista Lopes.
Mercedes conta como foi à cerimônia do seu casamento com Gustavo (José Mayer), fato extremamente marcante e até certo ponto comum na vida de uma mulher. Mas, é a partir daí que o filme mostra a que veio, ou seja, fazer o espectador rir. Por falar em primeiro passo, o ator e diretor Marcelo Saback, que também assinou a adaptação do livro Divã (2002) de Martha Medeiros baseado na peça homônima, marca sua estréia como roteirista de cinema.
(Divã, Brasil 2009) é interessante a maneira como o texto de Saback, toma corpo quando é narrado pela Mercedes. Como, por exemplo, acontecimentos corriqueiros numa cerimônia de casamento tornam-se pitorescos e divertidos.
O fio condutor de história é Mercedes, uma mulher de 40 anos vivida pela atriz Lilia Cabral. Divã é o primeiro filme que ela faz o papel de uma protagonista. Em seu début assistimos uma ótima atuação de Lilia. Uma mulher que ao mesmo tempo é firme em suas convicções é naturalmente divertida e consegue manter o bom humor até nos momentos tensos da trama.
Uma escolha de narração pontual do longa-metragem acontece, quando Mercedes é analisada pelo psicanalista e apenas ela fala. Isso oferece um leque de opções para surgir várias Mercedes, que o espectador vai descobrindo no decorrer do filme.
Gustavo assiste a final de um campeonato do seu time pela TV, Mercedes resolve contar um encontro que teve com uma senhora desagradável e para completar resolve discutir a relação. Ela está entediada com o casamento, pois acha que todos os dias na cama com o marido são como o marasmo de um domingo. Gustavo também está infeliz. Ambos mantêm uma relação água-com-açúcar e desgastada.
Coisas como irem ao teatro juntos torna-se um martírio.
O fato de a esposa achar que Gustavo tem um caso, não abala e nem assusta, pois para ela isso pode ser de certa forma um tempero para o casamento.
A protagonista se envolve com Theo (Reynaldo Gianecchini), um rapaz mais novo sem o menor pingo de arrependimento. Da mesma forma devastadora que Theo aparece na vida dela, ele vai embora e ela se sente magoada. O affair a faz chorar, coisa que não acontecia há muito tempo.
Mônica (Alexandra Richter) é a fiel amiga de Mercedes, que tem uma vida de casada à moda antiga. Ela não trabalha, tem uma postura passiva em relação ao mundo e vive para o marido. Mônica fica escandalizada, quando sua amiga revela que se masturba e sente prazer com isso.
No seu 28º longa-metragem, Guto Graça Mello, assina a excelente trilha sonora já demonstrada em outros filmes. Cazuza O Tempo Não Pára (2004), Beijo No Asfalto (1981), Amor Bandido (1979).
A direção é de José Alvarenga Jr., que transporta para a telona a atmosfera televisiva das produções populares da Rede Globo. Como Os Normais, A Diarista etc.
Pegando carona no sucesso de comédias recentes como Se Eu Fosse Você 2, que levou mais de 2 milhões de pessoas ao cinema. Divã também deve atingir um grande público.
Coletiva do filme
Foto: Sergio Batisteli
Da esquerda para direita: Paulo Gustavo, Marcelo Saback, José Alvarenga Jr., Lilia Cabral, Reynaldo Gienecchine e José Mayer
Estive no hotel Blue Tree Tower, em São Paulo, para acompanhar a coletiva, com a participação dos atores e equipe técnica, do filme "Divã".
Como foi a adaptação do teatro para o cinema?
Marcelo Saback: No teatro tem um plano aberto e no cinema temos que nos adaptar.
Até que ponto a personagem Mercedes pode ser transportada para a vida real e até que ponto ela é ficção?
Lilia Cabral: Não sinto que meu personagem é fantasioso, é um personagem muito próximo de uma realidade, hoje em dia. Há uma identificação. Tem um ponto no coração que pulsa, ele atinge não sei até que ponto, porque é uma sensação de que tudo é verdadeiro.
Iafa Britz (produtora): Na Mercedes existe uma identificação, com a dor da transformação. O interessante é trazer essa sensação para o público.
Quais as dificuldades de se fazer cinema e como você vê as produções hoje no Brasil?
José Alvarenga Jr. (diretor): Fazer cinema no Brasil é sazonal, trabalhamos com todo o material técnico que é importado. A qualidade dos filmes hoje é uma pluralidade de vários gêneros, como a comédia, favela etc. é difícil fazer cinema porque é tudo muito caro.
Iafa Britz (produtora): É necessário o financiamento, que é uma realidade da maior parte dos países no mundo, com exceção dos EUA.
Como foi atuar num filme onde uma protagonista é uma mulher?
José Mayer: Eu já era fã de Martha Medeiros, vim fazer esse filme por uma série de qualidades. José Alvarenga é um parceiro com que já trabalhei em "Mulher". Não acho que os personagens masculinos são menores. Faz com que sejam personagens admiráveis, é uma comedia com conteúdo, não busca o riso puro simplesmente. Isso transforma todos eles em grandes personagens. O filme propõe uma mudança que esta ao alcance de todo o mundo e todos podem mudar.
Reynaldo Gianecchini: Achei um roteiro bem redondo, eu busco sempre a comunicação em todo o trabalho que faço, não existe essa coisa de papel pequeno.
Do que se trata o filme?
José Alvarenga Jr. (diretor): "Divã" não fala do baixo astral, ele fala de algo positivo.
Aproveitei a oportunidade para falar com o ator José Mayer e com o roteirista do filme Marcelo Saback sobre o atual momento do cinema nacional e projetos futuros.
Lucinda (Lara Robinson), uma criança introvertida teve o dom de prever as grandes catástrofes dos próximos 50 anos. Ela deposita um envelope com vários números seguidos dentro de uma cápsula do tempo, no ano de 1959.
Um professor de astrofísica passa por um conflito interno causado pela morte da esposa e isso faz com que o professor John Koestler (Nicolas Cage), torne-se cético em relação à vida. Ele acha que acontecimentos são uma mera coincidência como, por exemplo, a criação do universo.
John, mora com o filho Caleb (Chandler Canterbury) e juntos eles vivem um clima de melancolia.
O envelope vai parar nas mãos de outra criança, Caleb, 50 anos depois de Lucinda tê-lo colocado na cápsula do tempo. Seu pai descobre que o papel com um monte de números na mão do seu filho contém na verdade códigos criptografados. Além, de todas as previsões catastróficas de Lucinda terem se confirmado, ainda existem mais três que estão para acontecer. A última com proporção mundial. Aí então, John parte em missão para tentar impedi-las e salvar o planeta.
Seres sussurrantes comunicam-se com Caleb e sua amiga Abby. Um desses seres entrega uma pedra escura para Caleb e nos deixa com um grande ponto de interrogação até o filme.
Presságio (Knowing, EUA 2009, HD, 122 min.) é um filme que podemos classificar nos gêneros de suspense, ação e ficção cientifica.
Para ajudar o professor a salvar o mundo, observamos o uso de algumas armas da comunicação atual, como a internet, GPS e telefone celular. São presença constante também na telona, os noticiários "cinematográficos" das tragédias nas grandes redes de TV.
Em Presságio, o sexto longa-metragem do diretor egípcio Alex Proyas, mantém a característica de outras obras como em O Corvo (94), Eu, Robô (2004) que é deixar as emoções humanas fluírem para contextualizar suas histórias.
Em 11 de março foi realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, o debate "Identidade e o Cinema Latino-Americano". Tive a oportunidade de fazer uma breve entrevista com um dos participantes da mesa, Cacá Diegues, diretor dos filmes A Grande Cidade de 66, Xica da Silva de 76, Bye, Bye Brasil de 79, entre outros.
Dois ótimos lançamentos em DVD trazem dois veteranos do cinema brasileiro
Da esquerda para direita: José Mojica Marins1 / Júlio Bressane2
Créditos das Fotos: Sergio Batisteli1 / Mônica Campos2
O terror que o tempo não apaga
Depois de 40 anos, o mestre do terror Zé do Caixão, finalmente encerra a trilogia: À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964), Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967), com o filme Encarnação do Demônio (2008).
Esse tempo todo para ser produzido o último episódio da trilogia, deve-se principalmente à censura imposta pela ditadura militar no Brasil. O lado bom dessa história, é que além de não vivermos mais em um regime governamental opressor, hoje existe uma tecnologia que permite o uso de efeitos especiais de primeira linha. O que é um importantíssimo aliado dos filmes de terror. André Kapel é o responsável em mostrar aranhas, ratos, baratas e três mil e oitocentos litros de sangue falso de uma maneira assustadora e moderna.
Com um orçamento de R$1,8 milhão para a produção de Encarnação do Demônio, o diretor José Mojica Marins manteve as principais características dos seus filmes, como o humor negro, rituais sádicos e ingenuidade.
O coveiro Zé do Caixão, desta vez monta o seu calabouço em São Paulo, onde possui várias mulheres de etnias diferentes, dispostas em gerar o filho perfeito.
O corcunda Bruno (Rui Rezende), o padre Eugênio (Milhen Cortaz), a feiticeira (Helena Ignez), o coronel Claudiomiro Pontes (saudoso Jece Valadão), fazem parte de um elenco que literalmente dá o sangue e escorre todo o seu talento pra cima do espectador.
A trilha sonora fica a cargo da dupla, André Abujamra e Marcio Nigro que criam genialmente os compassos musicais nos momentos certos do DVD.
Divulgação
Encarnação do Demônio
Disponível em DVD (21/01/2009)
Gênero: Terror
Distribuição: Fox Filmes
Duração: 95 minutos
Idiomas: Português
Áudio: Dolby Digital 2.0 / 5.1
Legendas: Português, Inglês e Espanhol
Formato da Tela: Widescreen
Preço médio: R$119,90
Extras:
- Menu Interativo
- Seleção de Cenas
- Making-of
Cleópatra é brasileira
Câmera aberta expandindo os diálogos com os atores em planos abertos no decorrer do filme, o samba de Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa ajudam a dar o tom de uma Cleópatra brasileira, criada pelo diretor Júlio Bressane.
Alessandra Negrini, na pele da personagem principal encarna uma rainha extremamente visceral, despudorada, lírica e culta. Ela tem um ar contemplativo e superior que sempre a mantém acima dos líderes romanos.
Ao assistir Cleópatra (2008), tem-se a sensação de presenciarmos uma peça de teatro, como é característico de Bressane em Cara a Cara (1967), Matou a Família e Foi ao Cinema (1969), São Jerônimo (1998). Também vemos surtos do comportamento humano e sangue na tela.
Walter carvalho, assume a impecável fotografia já comprovada em outras obras. Lavoura Arcaica (2001), Abril Despedaçado (2001), Amarelo Manga (2003).
O DVD traz uma linguagem poética e filosófica. Algumas cenas de sexo possivelmente criam polêmica. Loucuras, reflexões, viagens miológicas em plena praia do Rio de Janeiro, regadas a muito vinho são os elementos da Cleópatra de Júlio Bressane.
Divulgação
Cleópatra
Disponível em DVD (21/01/2009)
Gênero: Drama
Distribuição: Flash Home Vídeo
Duração: 116 minutos
Idiomas: Português
Áudio: Dolby Digital 2.0 / 5.1
Legendas: Português e Inglês
Formato da Tela: Widescreen
Preço médio: R$29,90
Hoje foi o dia mais quente do ano na cidade de São Paulo, segundo medições no aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. Foram registrados 33°C, às 15h.
À noite, com o céu sem nuvens e sem nenhum sinal de chuva, foi possível observar a lua em vários pontos da cidade.
Primeiro sábado de 2009 é movimentado na 25 de Março
Depois do grande número de pessoas que circularam pela Rua 25 de Março (SP), para as compras de final de ano, hoje, também foi intensa a movimentação até o começo da noite.
Cartazes com a propaganda da nova minissérie da TV Globo, Capitu, que estréia nesta terça-feira, apareceram em um muro da Avenida Celestino Bourroul, no bairro do Limão, em São Paulo (SP). Segundo a Lei Cidade Limpa, qualquer propaganda em mídias externas da capital é irregular e está sujeita a multa.
A Central Globo de Comunicações informou nesta terça-feira que desconhecia os cartazes e foi surpreendida com a informação, na semana passada, de que a propaganda havia sido espalhada em diferentes pontos de São Paulo.
Segundo a emissora, equipes de limpeza começaram a retirar os cartazes. A empresa informou que apóia a Lei Cidade Limpa e que condena a poluição visual em São Paulo.
Fotos: Sergio Batisteli
Avenida Professor Celestino Bourrol, altura do n°867
No dia 9 de dezembro estréia a minissérie da Rede Globo, Capitu. Ao passar pela Avenida Celestino Bourrol no bairro do Limão, na zona norte de SP, me deparei com cartazes de propaganda da minissérie e que desrespeitam a Lei Cidade Limpa..........+
Ando afastado da publicação de novos materiais para o nosso blog por um motivo especial. Estou escrevendo um livro-reportagem que contará a vida e obra da atriz Helena Ignez.
Isso meus caros leitores, me consome muito tempo nas minhas atividades profissionais e este livro é o tema do meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) em jornalismo.
Em breve volto com mais matérias no blog.
Abraço a todos.
Falta de semáforo causa confusões na Avenida Imirim
Já faz muito tempo que os moradores e motoristas na altura do número 3013 da Avenida Imirim, esquina com a da Avenida Lasar Segall na altura do número 13, na zona norte de SP, reivindicam a instalação de um semáforo no local. Existem faixas de pedestre na avenida, mas com a falta do farol quem circula a pé neste cruzamento, chega a ficar cerca de cinco minutos para conseguir atravessá-lo e torna-se totalmente dependente da boa vontade dos motoristas.
Fotos: Sergio Batisteli
Cruzamento da Avenida Imirim com Avenida Lasar Segall
O funcionário do auto posto Ruff da Avenida Imirim, João Fernando, 30 anos, afirma Aqui neste cruzamento são constantes os acidentes e atropelamentos. Nos dias de garoa é comum vermos batidas de moto com carro e para nós seria ótimo se fosse colocado um farol nessa esquina.
Realmente é lamentável que a CET e a subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha, ainda não resolveram esse antigo problema no bairro da Casa Verde.
Confusão no movimentado cruzamento da Avenida Imirim, altura no n° 3013 com Avenida Lasar Segall, altura do n° 13, sem semáforo motoristas ficam sem saber o que fazer
Córrego abandonado causa transtornos na região da Casa Verde/Cachoeirinha
O perigo e o descaso da subprefeitura da Casa Verde/Cachoeirinha estão presentes na altura dos números 107 e 120 da Rua Quirinópolis, altura do número 2748 da Avenida Imirim, na zona norte de SP. Neste trecho, por onde passa uma galeria de água pluvial não há nada que divide a calçada do córrego, o que causa muitos transtornos para quem mora ou passa por ali. Como um bom exemplo desta situação lastimável, a falta de proteção e o leito muito baixo da galeria, viram uma passagem irregular até a altura do número 46 da Rua Manuel de Oliveira Jr., local onde deveria passar somente o escoamento de água, transforma-se em um espaço para pessoas usarem drogas em plena luz do dia.
Fotos: Sergio Batisteli
Rua Quirinopólis, altura do n°120 Rua Quirinopólis, altura do n°107
Na Rua Quirinópolis, moram crianças com menos de 10 anos de idade e uma altura com cerca de 1,90m, é um verdadeiro abismo para elas. A prefeitura precisa fazer uma grade de proteção urgentemente neste local, pois os pais dessas crianças pedem socorro e respeito. Afinal, são pagadores de impostos e está na hora de serem assistidos pelas autoridades da região.
O perigo mora ao lado, a poucos metros do córrego moram crianças nesta casa
O descaso com o urbanismo pode ser visto também ao atravessarmos o córrego entre as ruas Quirinópolis e Manuel de Oliveira Jr., a pé e observarmos uma galeria de esgoto que mede 2,80m de profundidade a céu aberto, ou seja, sem tampa. Além do mau cheiro, em dias de chuva intensa essa galeria enche e transborda para casas ao redor. Fato que sem dúvida deve ser resolvido.
Galeria de esgoto destampada, entre as ruas Quirinópolis e Manuel de Oliveira Jr.
Na altura do número 46 da Rua Manuel de Oliveira Jr., o descompasso da administração pública é outro. Ali, há uma grade de proteção entre o córrego e a calçada, porém, o problema é o acúmulo de lixo e entulho não retirado pela prefeitura, o que propicia a proliferação de insetos e roedores que podem transmitir graves doenças.
Convidamos o subprefeito a passar na região, é inadmissível que isso continue. Em época de eleição, é o momento de darmos um basta sobre esse abandono.
Rua Manuel de Oliveira Jr., altura do n° 46 Lixo e entulho acumulam no córrego
Fotos: Sergio Batisteli
Da esquerda para direita: o ator Milhem Cortaz, o diretor Mojica e o editor Paulo Sacramento
Depois de 40 anos, o mestre do terror Zé do Caixão, finalmente encerra a trilogia: À Meia-Noite Levarei Sua Alma (64), Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (67)..........+
O cinema em 68 por Paulo Sacramento e Milhem Cortaz
...O Bandido da Luz Vermelha é o filme que mudou a minha vida, é o filme que me fez fazer cinema..........+
+ Para saber mais ouça o podcasting +
Eu sigo o caminho de Deus, mas a minha verdadeira religião é o cinema. José Mojica Marins
A campanha de marketing do filme Era Uma Vez... foi brilhantemente iniciada pela rede de comunicação Brazucah, que tem alunos universitários e secundaristas envolvidos na divulgação de lançamentos nacionais em suas próprias instituições de ensino. O grupo também conta com a colaboração de blogueiros interessados em escrever sobe o cinema nacional. A rede promove pré-estréias e encontros com atores e diretores. Essa organizada e eficiente forma de divulgação permite que os filmes sejam discutidos, aprofundados e aproxima várias pessoas da sétima arte brasileira.
Como apoiadores da rede Brazucah, destacam-se a Unesco, a Recam (Reunião Executiva das Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul), o Ministério da Cultura do Brasil, as Secretarias de Educação e Cultura de diversos municípios, além das principais
universidades e escolas do Rio de Janeiro e São Paulo.
Um garoto narra sua origem, a favela do Cantagalo, em Ipanema, zona sul do Rio de Janeiro. Vai para o trabalho, onde ele é vendedor de cachorro-quente na praia e lembranças da infância vêm à mente de Dé (Thiago Martins). Ocorre um jogo de futebol entre moleques da favela, uma das crianças armadas manda no morro e agride violentamente o seu irmão Beto. Ele joga muito bem, mas o traficante morre de inveja desse talento e atira pelas costas de Beto. O irmão mais velho do vendedor de cachorro-quente, Carlão (Rocco Pitangua) sai do morro por enfrentar o garoto que matou o seu irmão.
Carlão é preso pela polícia durante um arrastão na praia, porque Dé estava com um revólver e planejava vingar à morte de Beto.
(Era Uma Vez..., Brasil 2008, 110 min.) é o segundo longa-metragem do diretor Breno Silveira, que mostra o romance de Nina, uma garota rica da zona sul carioca e Dé, um rapaz pobre e honesto. Diferenças sociais vêm à tona, porém isso não é o suficiente para acabar com o amor do jovem casal. Como, em 2 Filhos de Francisco (2005), filme que levou mais de 5 milhões de espectadores ao cinema, Breno mantém a mesma fórmula de humanizar seus personagens.
À noite, Dé vê uma garota que ele já observa há alguns dias, Nina (Vitória Frate) moradora de um luxuoso condomínio da Viera Souto, brigar com o namorado. Ela fica atordoada e vai em direção à praia. Dé a salva de um assalto e gentilmente leva Nina para casa.
Finalmente o bom moço fala com a sua cara-metade e a partir daí, rola um namoro entre eles.
Nina sobe ao morro para se encontrar com Dé, junto com a amiga patricinha Cacau (Luana Schneider), as meninas curtem um baile funk e a Julieta da zona sul flerta com o seu Romeu carioca . Ela faz uma visita ao seu barraco, onde passam uma noite juntos e num clima extremamente fantasiosos são embalados por uma romântica trilha sonora. Era Uma Vez... propicia um insólito conto de fadas na tela.
O pai de Nina, Evandro (Paulo César Grande) aceita o namoro, mas o romance é interrompido.
Deitada nas areias de Ipanema Nina lê o livro Cidade Perdida (2000) do jornalista mineiro Zuenir Ventura, 77 anos. Essa obra traça um paralelo com o filme, quando pessoas de uma mesma cidade criam diferentes realidades de vida e lutam pelo mesmo ideal: a sobrevivência.
O longa-metragem se passa basicamente em três ambientes: à praia, a favela e o condomínio.
Thiago Martins foi aceito no último teste, pois nos anteriores, Breno Silveira, o considerou bonito demais para fazer o Dé. Então o ator ficou exposto ao sol por 5 horas na praia do Leblon e com o novo aspecto conseguiu o papel. Thiago iniciou sua carreira no grupo Nós do Morro, um projeto social realizado com moradores da favela de Vidigal, de onde ele vem.
Segundo Breno, o final de Era Uma Vez... foi inspirado no filme Ônibus 174 (2002) de José Padilha. Silveira teve que gravar um outro final, porque o primeiro foi considerado violento demais.
Ironicamente como o próprio diretor diz, O roteiro no cinema nacional é a nossa grande falha. O roteiro que foi escrito por Patrícia Andrade e com a colaboração de Domingos de Oliveira é perfeitamente previsível pelo ritmo da narrativa. Percebemos que o estendido conto de fadas tem os dias contados e elimina o fator surpresa para o espectador.
Era Uma vez...tem uma bela fotografia nas cenas externas, o que felizmente já é uma tradição em nosso cinema. A direção de fotografia fica a cargo da dupla: Dudu Miranda e Paulo Souza.
Com uma linguagem simples e direta o filme promete atingir um grande público nas bilheterias.
Era Uma Vez... está em cartaz nos cinemas.
Como critico observador e jornalista, não posso deixar de falar sobre a campanha de divulgação do filme Nome Próprio. Um marketing viral criativamente honesto e bem sucedido; com a criação do completo e interativo blog: http://nomepropriofilme.blogspot.com .
Um espaço que de fato o espectador do filme pode se comunicar com todos os envolvidos na produção do longa-metragem, utilizando-se das mais novas ferramentas de divulgação como o MySpace, Twitter e teasres. Por exemplo, consegui o convite de uma pré-estréia através de um comentário que fiz no blog.
A página na internet de Nome Próprio traz várias informações que vão desde as salas de exibição, até o endereço da danceteria onde artistas do filme irão discotecar. Mas principalmente, nos aproxima de três pessoas fundamentais para a realização de tudo isso: o diretor Murilo Salles, a escritora Clarah Averbuck e a atriz Leandra Leal.
O cinema agradece e tenho certeza de que mestres como Glauber Rocha e Rogério Sganzerla, se estivessem vivos aprovariam essa idéia.
Uma bela jovem nua briga com o seu namorado, Felipe (Juliano Cazarré), é expulsa de sua própria casa e vai para um apartamento de um amigo. Ela pede uma bebida, mas não tem. Então, Camila Lopes (Leanda Leal) vai escrever para se acalmar e diz Escrevo porque preciso. Melhor, vivo porque escrevo.
A menstruação inesperada pega Camila de surpresa que sai para comprar absorvente no supermercado à noite, aproveita para comprar duas caixas de cerveja e dormir nem pensar. Ela vai para frente do computador que levou para a casa do fã e escreve textos para o seu blog.
(Nome Próprio, Brasil 2007, HD, 120 min.) é o sétimo longa-metragem do diretor Murilo Salles que trata, além da situação de jovens urbanos atualmente, a história de uma desequilibrada e famosa blogueira que tem o sonho de publicar um livro. Assim, como em Nunca Fomos Tão Felizes (84), Faca de Dois Gumes (88), Seja o Que Deus Quiser (2002), ele deixa uma das suas marcas registradas, que é contextualizar o comportamento humano em complicadas situações de vida. Murilo constrói personagens e suas próprias verdades independentemente de uma moral pré-estabelecida pela sociedade.
O roteiro do filme é uma adaptação dos livros Máquina de Pinball (2002) e Cama de Gato (2004) da escritora gaúcha Clarah Averbuck, 28 anos. Ela é o fruto da mais recente forma de mídia e divulgação que conhecemos - a internet. O seu blog chegou a ter mais de 1800 acessos diários, foi o ponto de partida para ela mostrar os seus textos. Clarah é como esse novo meio de comunicação, ou seja, ela é libertária, revolucionária, sem limites e influenciada por outras formas de manifestação, entre eles os escritores (John Fante, Charles Bukowski, Paulo Leminski) e o rock and roll.
Murilo Salles explora de forma primorosa os espaços internos dos apartamentos, onde Camila tem o seu quartel general da expressão literária. Com travelling aéreo, super close, GC (gerador de caracteres) que ajuda enfatizar a poesia quando a sua desmedida personagem escreve o blog. Nas cenas de amor, Murilo desfoca a câmera e trabalha com pouca luz. Esses são alguns dos elementos que compõem a linguagem fílmica de Nome Próprio
O fio condutor da história é Camila, vivido pela atriz Leandra Leal, 25 anos. Certamente esse é o principal papel cinematográfico na carreira de Leandra, até o momento. Na telona vemos uma excelente atuação da protagonista carioca. Uma mulher despudorada, corajosa e intensa a cada minuto.
Camila fuma um cigarro atrás do outro, liga desesperada para uma amiga, no seu coração sente um tremendo vazio e ela fica esperando algum contato de Felipe. Começa a pensar em escrever o seu livro, bebe muito, se entope de tranqüilizantes e não come.
Compulsão, compulsão e compulsão...
A blogueira lava a louça, mas não para sob o efeito da bebida e remédios, ela limpa o chão da cozinha, as paredes, limpa a casa inteira. Vai parar no lado de fora do apartamento, onde esfrega até o chão da escada e totalmente tresloucada leva um tombo digno de ser filmado.
Finalmente, Felipe toca a campainha e exige que Camila retire os textos do blog. Como uma mulher apaixonada ela fraqueja, pois acredita que ele a ama e o beija na boca. Minha vida é uma merda, escreve a carente personagem.
A escritora vai para o Rio de Janeiro atrás de Henri (Alex Disdier), um francês que literalmente a deixou de quatro em São Paulo. Ela descobre que Henri tem uma mulher e filho, através de fotos.
A sua vida segue de bar em bar, Camila se encontra com um casal de amigos e a inveja feminina, somada pelo abuso do álcool toma conta dela. O espectador é brindado com a belíssima fotografia de um mergulho noturno na praia carioca, que termina em uma tórrida cena de amor. A blogueira fica com o namorado, dessa amiga e o francês os vêem. Novamente ela fica sozinha, sem dinheiro para pagar o aluguel e sem amor! Pira e compra uma bota caríssima, sai para encher a cara, é despejada do apartamento e pede ajuda aos fãns do seu blog.
Surge um típico garoto nerd, Guilherme (David Katz), cheio de espinha na cara e sem a menor habilidade para conquistar uma mulher.
O filme deixa clara a rede de pessoas que giram em torno de um blog, como suas vidas virtuais podem se tornar presenciais e expostas sem o menor pudor.
A mãe da escritora aparece em forma de postal, ela entrega uma caixa escrita kit sobrevivência com doce caseiro diet, biscoitos e xampu.
Camila, amante de noitadas e bebedeiras, faz a sua balada agora em Sampa. Conhece Rodrigo (Ricardo Garcia), ela quer ser dominada, mas seu novo affair está mais para escravo do que pra dominador.
A baladeira reflete, Meu problema é achar que caos é ordem, eu preciso organizar o caos que eu sou.
Vou pra mulher objeto, isso que é vida, esbraveja a blogueira.
Numa outra balada, ela encontra com mais um fã do seu blog, que se correspondia com ela através de um personagem. O perfeito Daniel (Gustavo Machado) e diz Você é muito para mim, da voz ao tamanho do pau. Ela acha que com ele encontrou o seu verdadeiro amor.
Sobre o final, Salles deixa em aberto para o espectador ter pelo menos duas interpretações sobre realmente quem é Camila. Acima de tudo, ela tem uma alma apaixonante que exala viscerais sentimentos pelos poros de sua pele.
De repente abro o jornal, vejo notícias em cinco minutos e me pergunto o que houve?
O que houve com o papel do jornal, quando digo papel não me refiro a qualidade da celulose que ele é produzido, mas sim o que já teve no passado, que é(ra) de contextualizar, publicar as notícias e os fatos da forma mais completa sobre os acontecimentos do dia anterior?
Será uma forma de adaptação com uma vida corrida que a sociedade passa atualmente e o leitor não tem tempo de ler o jornal inteiro?
O mais curioso é que esse suplemento está no meio do jornal Folha de S. Paulo, publicado diariamente com diversos assuntos e conseqüentemente os cinco minutos, não serão só cinco.
Pelo visto a invasão dos tablóides, como Metro, Destak e o já consagrado Metrô News estão colhendo os frutos da forma de linguagem rápida, dinâmica e, sobretudo serem entregues gratuitamente e na mão do leitor.
Para tentar se integrar a esse formato, a Folha, lançou em março deste ano a Folha Corrida, que mais parece com a página de entrada de um portal da internet como há um bom tempo já vemos no Ig, Uol, Terra etc. Traz um título e a notícia em notas curtas de no máximo três parágrafos, estilo que na verdade já é usado também há um bom tempo pela imprensa.
Serão várias notinhas disfarçadas e coloridinhas, ou será uma nova tendência que veio pra ficar?
Só o tempo vai dizer, na verdade a Folha Corrida é um resumão no meio do jornal, que no final dos textos citam as páginas onde estão as notícias completas. A Folha de S. Paulo, poderia ter a sacada de informar, além da página que está a notícia completa inserir um: leia mais na página tal, porque já é estranho e confuso um suplemento desse tipo no lugar onde está colocado. Essa atitude ajuda muito a situar o leitor com o excesso de números impressos.
Se for a intenção da Folha ter um espaço com a cara da internet, que percam o medo e se assumam de vez!
Ele é considerado um dos mais influentes intelectuais brasileiros do século XX. É o autor de obras como: Cobra de Vidro (1944), Caminhos e Fronteias (1965), Visão do Paraíso (1958), entre outros.
Em 1936, Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), lançou o livro Raízes do Brasil, considerado por muitos, umas das obras mais importantes já escritas no maior país da América Latina.
O povo brasileiro é uma nação sem identidade que pode fazer coisas incríveis, mas não se dá conta disso e até hoje não despertou para isso.
A origem Ibérica, ou seja, Portugal e Espanha que colonizaram a América do Sul vieram com a intenção de explorar tudo o que fosse possível. Éramos uma fonte de bens naturais altamente exploráveis e Portugal, só via o Brasil com esses olhos. Nunca houve planejamento algum para se construir um país, muito menos solidariedade, há não ser no recinto doméstico ou entre amigos (pág. 39).
Com uma linguagem poética, Sérgio Buarque contextualiza, por exemplo, a influência dos negros, mas principalmente como esse povo na condição de escravo era doce e contemplador com um sistema altamente repressor. Uma suavidade dengosa e açucarada invade, desde cedo, todas as esferas da vida colonial (pág. 61).
Raízes do Brasil é escrito com uma estrutura textual, onde as análises a respeito do nosso país são feitas sempre com conceitos próprios. O homem cordial, semeador, ladrilhador, aventureiro e trabalhador, são alguns deles.
No caso o homem cordial, é uma forma natural e viva que se converteu em uma fórmula. Além disso, a boa educação é, e algum modo, organização de defesa frente a sociedade.
Com um enredo que agrada os estudiosos e interessados em entender as origens da nossa formação tupiniquim, Raízes do Brasil é uma leitura indispensável.
Divulgação
Livro: Raízes do Brasil
Autor: Sérgio Buarque de Holanda
Editora: Companhia das Letras 224 páginas
Preço médio: R$39,00
A revolução da linguagem no cinema produzido pelo quadrinho
O uso dos quadrinhos no cinema
A sétima arte com toda a sua riqueza e importância como forma de expressão ainda nos reserva a possibilidade de inovar.
E de qual forma?
Através dos Comics, chamados no Brasil de quadrinhos, trouxeram uma reviravolta positiva como forma de linguagem e comunicação.
As produções cinematográficas, principalmente norte-americanas, vêm resgatando a memória literária de adultos, adolescentes e crianças com uma nova roupagem absolutamente inovadora, principalmente no campo visual.
Os quadrinhos são usados pelo cinema como fonte de inspiração para novos filmes. O maior desafio está na forma de retratação do trabalho impresso e a escolha ou não do cineasta pela sua fidelidade. E também poder ter a margem ainda de criação para acrescentar algo que ficou em suspenso da obra original.
Não pára por aí. No cinema, as novas tecnologias para a construção de efeitos visuais tornam possíveis o que décadas antes era inimaginável ser visto pelo próprio autor do quadrinho. Sem contar o número expressivo de abertura de empregos para profissionais que movimentam essa indústria cultural. Temos vários exemplos dessas produções: Batman, Homem Aranha, X-Men, Demolidor, Electra e o mais introspectivo, polêmico e extremamente fiel ao seu original, Sin City.
A Revista da Semana, de 10/03, apresenta uma oportuna estratégia de marketing. Com a chamada de capa, A Economia Do Futuro; matéria que fala sobre a tendência de produtos a custo zero para o consumidor.
O semanário do grupo Abril aproveitou o assunto publicado e lançou, apenas para esta semana o periódico de graça, ou seja, qualquer um pode passar em uma banca e pegar a sua Revista da Semana sem desembolsar 1 real.
Agora, fica uma pergunta: qual veículo de comunicação que não seja do tamanho do grupo Abril pode fazer uma jogada dessas?
Cobrança de Zona Azul no Ibirapuera completa um ano
No dia 26 de fevereiro de 2007, foi implantada pela prefeitura da cidade de São Paulo, na gestão do prefeito de Gilberto Kassab (DEM), a cobrança do estacionamento rotativo pago, denominado Zona Azul, nos estacionamentos do Parque do Ibirapuera, zona sul da capital paulista.
Hoje, passado um ano e muita polêmica em relação a cobrança do cartão ficam algumas perguntas no ar: valeu a pena essa implantação? Foi justa a cobrança de Zona Azul no parque?
Para o publicitário Thiago Lambertti, 29, após um ano não é justa cobrança da Zona Azul aqui dentro, pois é pouco o período de duas horas e não dá tempo para caminhar pelo parque todo. Com a cobrança o parque está vazio e bastante gente não está vindo. Para mim não há a menor diferença entre estacionar aqui e estacionar fora. Nos fins de semana está cheio de cambistas vendendo os cartões, existem poucos pontos de venda autorizados e ficamos reféns dos cambistas, diz Thiago. Não vi beneficio nenhum para o usuário e deveria ser retirada essa cobrança, pois o dinheiro arrecadado não é para o parque e sim para a prefeitura. Se fosse uma taxa do parque, a fim de melhorar a infra-estrutura aí seria correta a cobrança, afirma o publicitário. Para ele, o problema é que o dinheiro vai para um único fundo de arrecadação e não existe uma conta específica do Parque do Ibirapuera, o que não adianta nada. Quem é beneficiado é somente a prefeitura que fica com os lucros.
Em uma cidade como São Paulo, onde as pessoas têm pouco acesso ao lazer com a família em um final de semana, a princípio achei um absurdo a cobrança, mas por um lado o fato de ser um tarifa diferenciada do cartão que é cobrado na rua, a única vantagem é que inibe qualquer tipo de público que vem com a intenção de usar o estacionamento e não fica dentro do parque, então qualquer valor que seja cobrado já espanta e acaba com esse hábito. Por outro lado a cobrança é injusta, pois um país onde o salário mínimo é de R$380,00, por exemplo, uma família que tem um carro, vier todos os finais de semana ao parque e que fique duas a quatro horas aqui, já dá um valor absurdo só de Zona Azul, afirma a psicóloga Fabiana Wanabi, 53. Sou a favor da volta do livre acesso ao estacionamento gratuito, a prefeitura tem outros meios para arrecadar recursos financeiros para o bem do parque e acho que a cobrança deveria ser abolida sim, diz Fabiana.
O preço por cartão de Zona Azul é de R$1,80 por duas horas e R$3,60 por quatro horas, período máximo permitido. Quem ultrapassar esse período e, não retirar o veículo estacionado recebe uma multa no valor de R$53,20 e três pontos na carteira de motorista. O funcionamento da Zona Azul é de segunda a sexta, das 10h às 20h, e nos finais de semana e feriados, das 8h às 18h.
Os fiscais da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não puderam dar entrevista.
A premiação foi idealizada em 11 de maio de 1927, no banquete da recém-criada Academia da Arte Cinematográfica e Ciências.
O conceito de agraciar os destaques do cinema com um prêmio foi de Louis Mayer, então presidente dos estúdios (MGM).
No dia 16 de maio de 1929, a Academia concede num hotel em Hollywood, pela primeira vez, os prêmios aos melhores filmes.
Uma estatueta dourada foi concebida por Cedric Gibbons. Ela representa um cavaleiro com uma espada de pé sobre um rolo de filme. As cinco divisões do rolo simbolizavam as categorias em que o prêmio era distribuído: atores, diretores, produtores, técnicos e roteiristas.
O cobiçado artefato foi entregue aos vencedores e em pouco tempo ficou conhecido como Oscar. O primeiro filme a receber o prêmio foi o drama norte-americano Asas.
As mudanças de comportamento causadas pela internet em São Paulo
O uso da internet em São Paulo: da criatividade à futilidade
Em pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em março de 2007, o estado de São Paulo está em segundo lugar em número de usuários da internet, com 29,9%, perdendo apenas para o Distrito Federal, com 41,1% dos acessos à rede de computadores no Brasil.
O acesso à rede na maior cidade da América Latina, significa trabalhar e como conseguir trabalho. Significa conhecer a futura mãe ou o futuro pai dos seus filhos. Exprime a resposta concreta de idéias quando se cria um site ou um blog. Para muitos é não sair ou sair menos de casa. Pode ir desde encontrar um filme para assistir no cinema, até achar o endereço de um hospital em que um parente acaba de dar entrada e o telefone do famigerado lugar só dá ocupado.
Com o uso da web em São Paulo, podem ocorrer reduções de custos provocadas por mudanças de comportamento, porque hoje se envia menos cartas e mais e-mails.
Através de um programa de mensagens instantâneas, é possível um usuário da internet se comunicar com um outro que tenha o mesmo programa, em tempo real, por um preço menor em relação à telefonia fixa.
Muda-se o tipo das cantadas nas noites paulistanas; ao invés de se pedir o telefone, se pede o e-mail da paquera. E não podemos deixar de falar na febre do Orkut, que conquistou internautas de diferentes idades, estilos e pensamentos. Basta ir a bibliotecas, LAN houses, cibercafés e você verá o azul-claro do site de relacionamento brilhando nos monitores de Sampa.
Hoje, ter computador em casa é quase tão necessário quanto um microondas ou televisor, e mais: quem conhece pouco de informática tem a chance reduzida no mercado de trabalho, sendo classificado quase como um analfabeto.
A internet deve ser um instrumento de desenvolvimento social. Ela possibilita a partilha de bens como a memória, a percepção e a imaginação.
Nesta reportagem, abordaremos como a ciência define um netviciado e os problemas que a rede poder trazer para algumas pessoas, em entrevista com a psicóloga Dra. Andréa Jotta Ribeiro Nolf.
Mostraremos como escolas paulistanas auxiliam na formação de jovens internautas e as conseqüências dos seus atos perante a lei no ambiente virtual. Contaremos como foi o surgimento das LAN houses e a história de Vinícius Ortiz Pinelli, um ex-viciado em games que se tornou gerente da Monkey Paulista.
Escolas particulares de SP ensinam implicações jurídicas do uso da internet
Para tentar disciplinar a pesquisa de trabalhos e frear as agressões entre alunos em ambientes virtuais, escolas particulares de São Paulo decidiram incluir nas suas atividades o ensino de ética no uso da internet.
O exemplo mais recente é no tradicional colégio Bandeirantes (zona sul). Neste ano, os professores passaram por uma capacitação específica sobre o tema, e os alunos recebem uma cartilha que mostra, entre outras coisas, as implicações criminais que algumas ações na rede podem acarretar.
Uma das situações apontadas é o repasse de e-mail que espalhe um boato, ação que se encaixa no Código Penal como difamação pena de três meses a um ano. Se o autor do crime for menor de idade, os pais serão responsabilizados.
Alunos já publicaram em sites e blogs fotos de professores em posições desconfortáveis e a coordenação de tecnologia do colégio Bandeirantes, decidiu fazer ações de prevenção.
A partir do ano que vem, os estudantes da 5ª série do ensino médio do Bandeirantes terão no currículo uma disciplina específica sobre ética na internet.
Muitos pais, alunos e professores não têm idéia do transtorno legal que pode causar uma simples comunidade no Orkut que ataque um colega de classe.
Outra escola que procurou auxílio jurídico foi o Humboldt, colégio bilíngüe na zona sul. Um grupo de estudantes criou uma comunidade contra professores e alunos. A escola Humboldt consultou um advogado e decidiu promover palestras sobre o assunto.
A internet potencializa as agressões verbais, porque o adolescente acha que está protegido, não precisa se identificar.
No colégio Augusto Laranja (zona sul), o foco é como pesquisar corretamente. O trabalho começa já para as crianças da 2ª série, que estão na casa dos oito anos. Elas ganham uma cartilha logo no começo do ano e trabalham com professores nos laboratórios.
Desde cedo, eles querem mostrar que pesquisar na internet não é só copiar e colar. Tem de verificar a fonte e qual o autor. E essa informação precisa ser apenas uma parte da pesquisa; o texto final deve ser do aluno.
No Dante Alighieri (zona oeste), as discussões são amplas, vão desde a pesquisa para trabalhos até as ofensas de alunos pela rede.
Anorexia na casa de psicóloga
A ação da escola ajudou Ana (nome fictício), 16 anos, em sua recuperação. Ela sofreu depressão por se achar gorda. Nas férias, ficava o dia todo na internet, não saía de casa. Era uma fuga da realidade. Quando as aulas retornaram, ela não fazia as lições nem estudava; só tinha ânimo para ficar no computador, o que fazia por dez horas ao dia.
Ana não queria nem mais se alimentar. Por isso, teve um princípio de anorexia e chegou a ser internada, com fraqueza. Sua mãe, que é psicóloga e tem 53 anos, conta que, como trabalha o dia todo, tentava monitorar pelo telefone o tempo que a filha usava a internet, mas era difícil.
A internação fez com que a estudante passasse a ser tratada por um psicólogo. Mas o que impulsionou sua recuperação foi uma palestra na sua escola, o Santa Maria (zona sul), cujo tema era "Perigos e Ameaças Online", segundo matéria publicada na Folha de S. Paulo.
Diversão made in Korea
Elas se espalham pela cidade como rastilho de pólvora; são as LAN Houses. Uma opção de entretenimento inicialmente introduzida na Coréia do Sul, em 1996. Lá existem cerca de 22 mil lojas, nos Estados Unidos cerca de 15 mil e há uma multiplicação das casas de jogos em rede no Brasil. As primeiras LAN´s surgiram aqui em 1998, quando o empresário brasileiro Sunami Chun voltou de uma viagem à Coréia do
Sul e trouxe a idéia para São Paulo. Fundou a Monkey, hoje a maior rede em território nacional.
Depois da Monkey, milhares de LAN houses ganharam o espaço de cibercafés e se espalham na terra tupiniquim. É uma febre entre jovens de 13 a 27 anos, dos quais 90% são do sexo masculino. Existem 3,5 mil LAN houses no Brasil, das quais 600 estão em São Paulo.
LAN vem do inglês Local Area Network. Na versão hi-tech do velho fliperama, vários jogadores se divertem com as últimas novidades no ramo de jogos, todos conectados em rede num único ambiente virtual, disse Lino Pereira diretor-geral da Monkey.
O gerente ciberatleta, ex-viciado em games
Na tarde de quinta-feira, 12 de julho de 2007, fui até a mega LAN House Monkey, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Localizada num lugar onde muitos sonham em morar na capital paulista, Alameda Santos - bairro de Cerqueira César. Entrei pelo lado direito da Alameda n° 1217, e pedi autorização ao gerente Vinícius, para fazer entrevistas com alguns ciberviciados. Entrevistei várias pessoas que ele me garantiu serem dependentes do mundo virtual, mas na hora H elas se mostravam muito equilibradas e me disseram que não passavam mais do que duas horas lá dentro.
Quando já estava quase indo embora, eis que surge Vinícius Ortiz Pinelli, 22 anos, ciberatleta e gerente da casa.
Ele me diz: Por que você não me entrevista, pô?
E eu pergunto surpreso: Mas você é viciado, realmente faz uso excessivo da tecnologia?
- Me entrevista que eu te conto direito.
Liguei o microfone e...
Quanto tempo você jogava por dia?
Quando tinha 16 anos, ficava jogando o dia inteiro, minha vida era só jogo e estar em frente ao computador. Ficava em torno de 10 horas por dia, mas já fiquei, várias vezes, bem mais do que isso. Me lembro de jogar 27 horas, com intervalos de 30 minutos para descansar e voltar a ativa. Jogava profissionalmente o game Counter Strike.
O resto como ficava, e quais as conseqüências que esse hábito teve na sua vida?
Não tinha resto, trocava tudo para jogar desde a balada de final de semana com amigos, namoro, até tomar banho e comer. Só comia porcaria, quando comia. Jogava em casa, ia pra LAN house, acabava o dinheiro e continuava jogando em casa. Cheguei a pedir grana emprestada, fiquei devendo na LAN só para jogar.
Sou doido por jogos e vídeo-game desde criança, nunca tive outro vício
Você se considera um ex-viciado?
Sim, me considero um cara que foi e atualmente não tenho mais pique e nem quero mais fazer isso.
Você buscou algum tratamento psicológico para amenizar a
dependência do jogo?
Não, o meu uso foi decaindo com a idade e força de vontade. É bem parecido com o vício do cigarro. Se a pessoa tiver o fumo como mais importante que vida dela, não vai parar de fumar. O mesmo acontece com os jogos e o jogador. A pessoa deve ter a capacidade de sair do vício.
Os jogos não viciam, tudo que é demais faz mau, como ir à igreja todos os dias e comer em excesso
A compulsão por ciberjogos foi um dos motivos que te credenciaram a trabalhar numa LAN house?
Estou há cinco anos neste ramo e um dos requisitos básicos para ser gerente da Monkey é, sem dúvida, ser um profundo conhecedor de jogos e também faço faculdade de designer em informática. Está tudo relacionado. A principal fonte de renda de uma LAN são os games, e não a internet, como muitos pensam que é.
Hoje você joga quanto tempo; em média?
Agora, aos 22 anos, fico cerca de três horas por dia, mas conheço pessoas que continuam jogando muitas horas diariamente, preferem se enturmar com os games e pessoas online do que buscar amigos na vida real.
Como é o game "Counter Strike"?
É um jogo que um bando de terroristas confronta um grupo de policiais em diferentes situações e o fato de estar online com qualquer jogador do mundo em tempo real é um grande estímulo para a molecada.
Pacote viciado:
50h / R$125,00
1h / R$5,00
Mudanças negativas
No mundo, há entre 50 milhões e 100 milhões de dependentes da internet. Isso corresponde entre 5% e 10% do total de internautas do planeta, segundo artigo da pesquisadora Diane Wieland publicado na revista Perspectivas em Cuidados Psiquiátricos. Em São Paulo, há serviços que cuidam de pacientes que deixaram a web tomar conta de suas vidas.
É o caso do NPPI (Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática), localizado na Clínica Psicológica da PUC - SP. O NPPI foi criado em 1995 a fim de auxiliar as pessoas com problemas psicológicos de grau ampliado como. Medo de sair de casa, medo de dirigir, amar demais, pedofilia etc. Os profissionais que atuam nesse grupo são psicólogos formados que buscam um aperfeiçoamento clínico, que vai da triagem com o internauta até o chamado atendimento presencial, (face a face). Os especialistas da mente cumprem seus serviços dentro da clínica da PUC.
Em 2006, foi implantado no NPPI o atendimento para pessoas que têm problemas com o uso da internet. Foi a partir de uma matéria publicada na Folha de S. Paulo, em julho daquele ano, que houve um boom com a repercussão da reportagem, pois recebemos uma enxurrada de e-mails por parte da comunidade com queixas do tipo: Estou perdendo o meu emprego, Meu filho está perdendo o ano letivo, Meu marido ou esposa quer sair de casa... Assim, esse grupo teve que estudar mais a fundo as implicações do uso da rede e foi como se consolidou e se manteve, segundo a Dra. Andréa Jotta Ribeiro Nolf.
Qual é a faixa etária, sexo e classe social dos dependentes da internet?
Os dependentes não têm uma determinada classe social, idade e sexo. Nos casos dos hard users que atendemos, há de tudo. Desde meninas de 12 anos a senhores de 70, de donas de casa até funcionários públicos e padres.
Quais são os sites e os serviços mais acessados pelos viciados?
Sem dúvida a pornografia, seja sites ou salas de bate-papo, e em seguida os games.
Segundo a psicologia, quando uma pessoa é considerada viciada e quais são os critérios de avaliação para se chegar em tal conclusão?
Quando a pessoa deixa de fazer coisas na vida presencial para na fazer vida virtual e começa a ter um uso restritivo ou patológico, ou seja, restringe as atividades normais como: não transa com a mulher para visitar site pornográfico, fica conectado o dia inteiro, não quer trabalhar, estudar, comer ou conviver com a família e deixa de ter amigos.
Os problemas são do tipo de uso, o mau uso. Ninguém fica viciado em internet, por causa da internet, e sim, por problemas anteriores. Veja o clássico exemplo do assassino que mata por causa do revolver e dizermos que não é por um instinto ou por conta de algo dentro dele.
Assim como o revolver, a web é um instrumento que as pessoas usam para viabilizar um conteúdo que já é delas, aquilo já estava ali. O que acontece é que pela impunidade e inocência, o mundo virtual é uma coisa muito ampla e desconexa com o que temos como realidade.
Alguns internautas não se enxergam nesse tipo de atitude e se escondem numa virtualidade. Fingem que aquela pessoa matando velhinhas, por exemplo, não são eles, é só um jogo. Tentam disfarçar que essas coisas não lhe pertencem. O que começamos a perceber é que existe agora uma intersecção entre vida presencial e vida virtual. Para nós do NPPI, desde 2003, vida real é a presencial mais a virtual.
O que faço dentro da internet, o que faço na minha vida virtual é, o que faço nas minhas relações face a face, isto é, a minha vida real. Daqui a dez anos, ninguém poderá dizer que tem uma vida virtual e que esta não tem nada a ver com a vida presencial, coisa que já se reflete hoje, como a web 2.0 e o preenchimento da cultura com a virtualidade em grandes metrópoles como São Paulo.
Repetição e restrição: é assim que a psicologia avalia um netviciado, quando chega a ponto da tecnologia não fazer parte da vida do viciado, mas sim, ela ser a vida dele. Ele não se relaciona mais com amigos numa balada e só quer se comunicar com amigos virtuais, não tem mais relacionamento sexual com sua esposa ou outras mulheres para fazer sexo virtual.
"Pessoas inteligentes e mentalmente muito ágeis. Ficam irritadas se alguém tenta reduzir seu tempo de conexão no PC, costumam mentir para pessoas próximas com o intuito de encobrir a extensão do seu envolvimento com as atividades online. Vivem em transe durante um período prolongado na internet é comum o dia-a-dia do dependente ter a sensação de viver num sonho. O viciado da rede tem problemas físicos pelo uso excessivo do computador nas articulações motoras utilizadas na digitação, o que causa lesões por esforços repetitivos (LER) e a vida sedentária contribui para a obesidade
Satisfação do viciado
O dependente da web não se satisfaz mais com a vida face a face; fica ansioso em se conectar novamente e só fala sobre isso. O que o faz ele se sentir bem é estar conectado a internet.
Viver em um lugar onde a pessoa pode tudo e tudo é perfeito. Exemplo disso é o ambiente virtual e tridimensional Second Life. Ali, ter um avatar é ser a versão perfeita de você mesmo e aí a pessoa pode viver mais nesse ambiente do que com ela mesma.
A tecnologia facilita muito a fantasia, e fazendo isso o viciado evita entrar em contato com a vida presencial. Lá ele voa, tem dinheiro, casa e uma série de coisas que não tem aqui. Então essa pessoa se dá conta do que tem aqui e prefere ficar lá.
Isso é considerado um sofrimento, não é sadio.
Outra característica de mau uso é consumir toda a informação e conter tudo de uma vez, como se alguém pudesse absorver todo o conteúdo da internet. Da mesma maneira em que se vai ao museu ou a uma biblioteca e se identifique todo o conteúdo das obras desses lugares em apenas um dia.
Personagens problemáticos ciberespaço quem são eles?
Um casal adulto, marido ou esposa, começa a conversar com ex-namorados (as), almoça com amigos (as) virtuais e muita coisa pode acontecer...
Isso tem interferido nos relacionamentos. Recebo vários e-mails a respeito disso. É o caso de uma esposa que descobriu que seu marido conversa com outras mulheres no MSN. Criou um perfil fictício, conversou com o homem, seduziu o próprio marido e o levou a ter um encontro presencial com ela. Sem que ele soubesse que era ela. Isso criou uma cisão no casamento e eles se separaram porque, de certa forma, essa esposa se sentiu traída por ela mesma.
Casais estão tendo que conversar e esclarecer o que pode e o que não pode na internet. Como, por exemplo, conversar no MSN, ter perfil no Orkut, ter a senha para acessar os e-mails do outro etc. O comportamento está tendo que ser revisto, os casais inteligentes já fazem isso. Alguns chegam a englobar no relacionamento o uso da tecnologia e vêem juntos sites pornográficos.
Carolina e Luciano
Outro exemplo da era da modernidade, mas fora do NPPI, é o de Carolina, 24 anos, e Luciano, 27, moradores do bairro Jardim Miriam, zona sul de São Paulo. Namoravam havia três anos e fazia três meses que moravam juntos. Eram um típico casal de classe média. Luciano, desempregado, se viu deslumbrado pelo mundo virtual, que se tornou bem real. Pulou a cerca duas vezes, ou seja, conheceu duas mulheres fora do casamento pelo Orkut (site de relacionamento na internet).
Ele ficava direto conectado à web e fez de tudo para a sua companheira não ter um perfil no Orkut. Doce ilusão. Na facilidade que essa ferramenta tecnológica traz, Carolina desacatou a "ordem" e rapidamente encontrou o seu homem e as sua "amiguinhas". Conversou com o namorado pessoalmente, Luciano confirmou a história e se separaram.
Há um caso de uma jovem que conheceu um rapaz da Arábia Saudita, se apaixonou, largou tudo em São Paulo para ir morar no país dele. A mãe dela estava em grande sofrimento, mandou um e-mail desesperada, pois a menina não conhecia o rapaz pessoalmente e a cultura dele era completamente diferente da nossa
Onde fica o lado bom da internet, existem mudanças positivas
Quando é feito o uso correto dessa ferramenta, o normal é que essa tecnologia nos ajude não só a trabalharmos, mas também a nos relacionarmos. Se pensarmos numa cidade como São Paulo, onde existe trânsito intenso, dificuldade de estar em contato presencial com nossos amigos todos os dias para encontrar com as pessoas que conhecemos e utilizar o ciberespaço para fazer isso é uma prova de bom uso. Você pode facilitar a comunicação para estar com as suas escolhas, em vez de ligar para uma só pessoa de cada vez é possível enviar um e-mail de tarde com uma mensagem para vários destinatários, dessa forma ocorre um, ganho de tempo e espaço para combinar um encontro com eles à noite.
O bom uso da internet é isso, o uso criativo que traz coisas boas. Posso fazer uma pesquisa escolar bem feita. Se não puder me deslocar fisicamente a uma biblioteca, eu acesso um mundo de informação que, se souber usar, irá acrescentar alguma coisa, como cultura e conhecimento. Nós, aqui, somos apaixonados pela internet e a estudamos porque é extremamente prazerosa e se você usar corretamente será maravilhoso.
Quem adquire um novo computador doméstico nos dois primeiros anos temos uma tendência de fazer hard uso e depois desse tempo o uso se estabiliza acesso de e-mails, consulta ao bankline, teclar com amigos etc
Há Meio termo para não cair no vício?
Olha, isso depende do ser humano que está acessando a tecnologia. O meio termo é o resultado da forma que cuidamos da nossa vida fora da web, nos relacionamento com amigos, parentes, namoros e vida profissional. Não devemos deixar lacunas nos relacionamentos presenciais.
Tomando esses cuidados, como conseguir ter equilíbrio na vida face a face e sentir prazer em tudo isso, dificilmente você será um netviciado, pois automaticamente haverá uma normalização no uso, ou seja, usar a internet para aquilo que me serve e não como uma válvula de escape sobre algum problema na vida face a face.
Se você for uma pessoa centrada, você saberá fazer o bom uso da tecnologia
Somos assassinos por natureza?
Todo ser humano é agressivo por natureza.
Com o advento do virtual, isso se tornou mais tolerável pela sociedade que atualmente está num limiar mais próximo de aceitação desse sentimento. O que antes ficava escondido dentro de nós era tido como ruim. Hoje, você pode através de um jogo, matar pessoas.
É melhor matar gente pela internet do que matar nas ruas, porque o ser humano já era agressivo e sempre foi.
Como é feito o contato com o NPPI?
No caso do uso patológico, temos uma orientação que dura oito semanas e começa por correio eletrônico. Na quarta troca de e-mail, é possível notar qual é o problema do netviciado e se a pessoa chegar até a oitava semana com o uso restritivo ela é encaminhada para um tratamento psicológico. O dependente tem a opção de procurar quem o atendeu por e-mail e ter a assistência do profissional na clínica. Depois é feito o processo formal pelo paciente, que preenche uma ficha com seus dados, como nome completo, endereço etc.
O NPPI segue as normas do CFP (Conselho Federal de Psicologia), que considera o grupo como um serviço clínico apto em psicologia. O custo por consulta presencial é o valor referência R$100, com quatro consultas mensais.
O nosso entrevistado é quem podemos chamar de homem multimídia, ele é historiador, escritor e jornalista. Trabalha em rádio, TV, também escreve artigos para jornais, revistas e internet. Ainda tem tempo para meditar e já recebeu o título de monge budista. Confira a entrevista com Heródoto Barbeiro, nos estúdios da rádio CBN, em São Paulo para o Programa Bastidores. Um telejornal laboratório apresentado pela aluna Fernanda.
Abordamos questões como, por exemplo, o por quê da sua escolha pelo jornalismo, o papel da televisão na educação do povo brasileiro, a qualidade das TVs e a imparcialidade no meio jornalístico. Conversamos também sobre o futuro do jornal impresso, a velocidade do rádio, a influência de internet na TV, a credibilidade dos blogs de jornalismo etc. A entrevista é dividida em cinco partes por questões técnicas. Clique nas imagens e assista.
25 de janeiro de 2008, a cidade de São Paulo completa 454 anos de fundação. Fui ao centro da capital paulista para saber das pessoas em diversos setores da sociedade o que elas mais amam e o que elas mais odeiam na maior cidade do país?
Para o varredor de rua Fernando de Souza Reis, 22, paulistano, o que mais amo é Parque do Ibirapuera pela beleza dele e o que mais odeio é a Praça da República pela roubalheira que tem lá.
O que mais gosto são das pessoas daqui, a Praça da Sé, é um lugar super bacana onde você vê de tudo, tanto gente de baixo nível quanto de alto nível e o que eu não gosto é da discriminação que existe muito na cidade de São Paulo, diz o varredor de rua Uóton José Mateus do Santos, 29, paulistano.
Na opinião de Celina Crisante, 60, proprietária há 31 anos de uma das mais tradicionais bancas de revista de São Paulo, a Banca São Bento, localizada na Rua Barão de Itapetininga, o que mais gosto é da agitação, ver pessoas trabalhando e correndo atrás das coisas, dificilmente se ignora alguém pelo o que a pessoa é, quando vou à minha terra não consigo ficar mais do que dois dias. O que não gosto é ver moradores de rua que atrapalham um pouco e incomodam, mas nada que não seja possível o convívio pacífico. Sou mais paulistana do que catarinense, afirma Celina que está em São Paulo há 43 anos.
O que mais amo é a animação da cidade e a correria. O que mais detesto é a miséria e a pobreza. Os políticos deixam os mendigos de lado, diz o jornaleiro Fernando Jorge Pereira, 22, paulistano, trabalha na Banca Mealhada, localizada na esquina da Avenida São João com Avenida Ipiranga.
Em seu ponto de pegar passageiros, o taxista natural de Barretos, Odilon Costa Santos, 62, está em São Paulo há mais de 50 anos e ao olhar em volta da Avenida São João, responde Eu adoro São Paulo, isso aqui pra mim é tudo. Quando chego aqui falo, cheguei no Brasil. Não gosto do trânsito, o centro da cidade está deteriorado, sei que os governantes cada um faz um pedacinho, esse é um trabalho a longo prazo. Tem muita gente jogada na rua, menores abandonados e creio que esse é um problema das maiores capitais do mundo, mas temos que melhorar o nosso lado aqui. O prefeito está revivendo o centro, os prédios estão muito melhores, porque o centro é o cartão postal da cidade, declara o taxista.
Um pouco assustado com a presença de um repórter, o morador de rua Alex dos Santos, 17, no Largo do Paissandu, afirma Odeio o lixo e a bagunça pelas ruas e o que mais gosto é que as pessoas me tratam bem nessa cidade.
Para Alexandre Ferreira da Silva, 32, paulistano, o que eu mais odeio é a polícia que pega nossas coisas, nossos documentos e batem na gente. Não deixam a gente dormir sossegado, levam até nosso colchão é quando mais passamos raiva e o que mais amo é poder ficar e morar na rua.
Nasci na Vila Medeiros o que mais gosto é da nossa união entre os moradores de rua, somos uma família de rua e quando um é prejudicado todos nós somos. O que não gosto é do assédio de homossexuais e prostitutas em cima de mim, conta Riberto Roque, 41, paulistano.
O camelô João Vicente, 39, natural de Itaporanga no Estado da Paraíba, declara O que mais gosto é da sua beleza, ela muito linda e adoro essa cidade. Não gosto dos guardas metropolitanos que pegam muito no pé do marreteiro e não dão o devido respeito que a gente merece.
O que mais amo, é que eu consegui fazer minha vida aqui e o que mais odeio é a falta de segurança da cidade, diz com um brilho intenso no olhar o porteiro Sebastião Severino de Melo, 63, pernambucano, trabalha no edifício Davi Securi no número 276, da Rua 24 de Maio e que está há 29 anos em São Paulo.
Já para o acelerado engraxate Hernani Anadias Danta, 65, paraibano, que está há 37 anos na Praça da República, o que mais gosto é de trabalhar, trabalhar e trabalhar. O que detesto é a vagabundagem nas ruas, a prefeitura deveria limpar mais as ruas desses mendigos.
Passei pela Praça da República e encontrei com Vagner Portinói, 42, paulistano, o que mais gosto é da arquitetura das décadas de 20 e 30. O Teatro Municipal, por exemplo, é uma oitava maravilha do mundo que nós temos e o mais detestável é ver a molecada caindo nas drogas em vez de aprender arte. Sou artista de rua, já fui voluntário como professor de educação artística, faço desenho na rua e sou caricaturista. Acho muito feio ver crianças jogadas na rua por aí, definitivamente isso não combina com São Paulo, responde Vagner.
Aroldo Pinto, 38, faz arte em madeira e está em São Paulo há 15 anos. Gosto da cidade em si é um ótimo lugar para se morar e viver. Observamos um contraste, aqui na praça, bem ao lado de uma creche existe um ponto de prostituição. Um grande comerciante espanhol amigo meu, disse que São Paulo é uma Barcelona pobre. O que eu não gosto é da sujeira, da falta de educação que não se tem dentro de casa, comportamento que se resume em falta de amor e estamos numa geração que está muito longe de ter isso, ou seja, falta uma boa formação familiar, afirma o artista.
Na opinião de Consuelo Zacristante, 45, colombiana, vendedora de pedras preciosas. Conheço São Paulo faz cinco anos, o que mais amo são as pessoas daqui, pois são muito hospitaleiras têm um jeito muito especial de tratar os outros, é uma boa cidade para se ganhar dinheiro se você trabalhar de uma forma correta e organizada. O que odeio é a sujeira, olho com pavor quando vejo as pessoas jogando lixo pela janela do ônibus, não se tem cuidado de consumir algo e jogar no seu devido lugar, falta esse respeito que não se encontra tanto aqui como em meu país.
O que mais gosto é a diversidade de lugares para poder curtir e o que mais detesto é não poder exercer a liberdade de expressão na rua. A prefeitura vem e leva todo o meu material, faço desenhos em camisetas com aerografia. É um trabalho todo feito a mão, sobrevivo dele pago aluguel, luz, água etc, conta Luis Augusto de Oliveira, 39, paulistano.
A Praça Dom José Gaspar, ponto de encontro de intelectuais e boêmios durante as décadas de 1960 e 70, hoje é freqüentado mais por profissionais liberais. Fui ao bar Santa Fé e falei com a empresária Simone Roy, 32, paulistana, o que mais gosto de é morar no centro, fui criada no bairro do Jabaquara, mas moro no centro há nove anos, adoro a atmosfera daqui e dos prédios antigos. O que não gosto é do descuido que tem muito por aqui e odeio o trânsito motivo pelo qual eu não tenho carro, pois isso me estressa demais.
Para a advogada Eliana Oyama, 32, paulistana, o que mais amo são as possibilidades que São Paulo me propicia tanto como trabalho, até sair num domingo à noite ou de madrugada e encontrar lugares abertos. O que odeio é a violência e você sente isso em cada canto da cidade.
Moro no centro. O que mais gosto é a diversidade de pessoas e culturas que se encontram por aqui. O que detesto é a falta de cidadania entre nós mesmos e não se tem consciência de que essa cidade é de todo mundo, declara o videomaker Mauricio Gaudieri, 32, paulistano.
Na opinião do web designer Leandro Veloso, 32, paulistano, o que mais gosto é o fato de Sampa ser uma cidade cosmopolita, estamos bem antenados com as grandes capitais do mundo em setores como moda, arte e economia. Me sinto no umbigo do furacão, pois moro e trabalho no centro. O que não gosto é o mau uso da cidade, com essa coisa que as pessoas têm de não valorizar o espaço público. Ficar somente com aquele hábito em sair de casa de carro, ir ao trabalho, ir ao shopping e depois voltar para a casa. Passa-se muito tempo no trânsito e viver assim se perde uma grande oportunidade de se sentir a cidade.
O que mais gosto é da Avenida Paulista, lá se concentram todos os tipos de diversão e entretenimento. O que mais detesto é a pobreza, numa cidade onde se gasta muito dinheiro com carnaval e tem tanta gente passando fome na rua, diz a publicitária Laura Gonzalez, 39, paulistana.
O que odeio é a bagunça e muita desigualdade no mesmo lugar. Ver o contraste de pessoas muito ricas e muito pobres. O que mais amo é a diversificação de pessoas e raças, afirma a estudante Raíssa Mayer, 18, paulistana.
O gerente da loja Chilli Beans da Rua Marconi, João Ricardo de Almeida Silva, 30, responde O que mais detesto é o alto índice de criminalidade, pois o que estraga é a falta de segurança e o que mais gosto são os bares, as pessoas e lugares como o Teatro Municipal.
Conversei com o oficial comandante da Guarda Civil Metropolitana, na base comunitária da Sé, Euclides Arruda, 41. Nascido em Santa Fé do Sul, interior de São Paulo, está há 20 anos na polícia e declara O que mais gosto é a variedade disponível para o lazer na cidade como parques, cinemas e casas de show . O que não gosto, pois trabalho para a prefeitura, tenho contato direto com uma situação muito desagradável que são os moradores de rua, apesar de todos os esforços de prefeitura e o empenho das diversas secretarias, nós não conseguimos reverter essa situação. A questão dos camelôs, por exemplo, a Guarda Civil tem se empenhado muito no controle e organização deles. Eu acredito que a causa é social e não é só uma coisa de afronto com a autoridade
Na estação São Bento, a metroviária Rita de Cássia Salles, 53, paulistana, conta O que mais amo é a solidariedade do povo paulistano e a vida noturna que me traz várias opções de lugares. O que odeio é a violência, pois o crescimento da população deixou a cidade muito desordenada.
E para você internauta?
O que você mais ama e o que você mais odeia na terra da garoa?
No mês de aniversário da maior cidade do país o espectador recebe de presente uma programação eclética, que passa da antiga a nova geração de filmes feitos em São Paulo.
Período: 2 a 30 de janeiro de 2008
Horário das sessões: Terça a Sexta: 10h00, 12h00 e 15h00
Sábado: 10h00 e 12h00
Obs: Devido à longa duração dos filmes, dias 15 e 30 as sessões serão às 10h00 e 14h00.
Cinemateca e Centro Cultural Banco do Brasil exibem raridades e promovem encontros de cineastas com espectadores
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A mostra Clássicos e Raros do Nosso Cinema nos traz uma seleção de antigos filmes em novas cópias. Cinema Novo, comédias populares, faroestes e ficção científica fazem parte da mistura da sétima arte brasileira.
Para completar essa iniciativa histórica, a exibição de alguns longas-metragens contará com encontros de atores, produtores, técnicos e diretores que participaram destas filmagens. A idéia é promover o debate para as platéias de hoje.
Conversarão com o público após a exibição de seus filmes, os cineastas Andrea Tonacci (Bang bang), Hector Babenco (Lúcio Flávio, o passageiro da agonia), Carlos Reichenbach (Amor, palavra prostituta), Ivan Cardoso (As 7 vampiras) e Neville dAlmeida (Jardim de guerra), o diretor de fotografia Carlos Ebert (de O Bandido da Luz Vermelha), os atores Heitor Gaiotti (do faroeste A filha do padre) e David Cardoso (de A herança) e o cineasta e produtor Pedro Carlos Rovai (Ainda agarro esta vizinha).
Período: 26 de dezembro de 2007 a 20 de janeiro de 2008
Quanto: R$4 e R$2 meia-entrada - Centro Cultural Banco do Brasil
R$8 e R$4 meia-entrada Cinemateca
Cinema sul-coreano, paulista e africano no Centro Cultural São Paulo
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Mostra do cinema sul-coreano
Um panorama sobre a nova geração do cinema sul-coreano em seis filmes produzidos entre 1993 e 2006.
Período: 15 a 20/1/2008
Programação especial em comemoração ao aniversário de São Paulo
Obras recentes celebram os 454 anos da cidade, em filmes como Uma Outra Cidade e A Via Láctea.
Período: 25/1 sexta
Novo cinema africano
Com uma co-realização: Consulado Geral da França em São Paulo e Cinemateca da Embaixada da França no Rio de Janeiro a mostra Novo olhar do cinema africano - ficção e documentário, nos possibilita conhecer um pouco sobre as produções cinematográficas africanas realizadas no novo milênio.
Período: 22 a 3/2/2008
Quanto: Entrada franca com retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão
No mês de janeiro o diretor e escritor Carlos Manga completa 80 anos de idade. O Cine Olido preparou uma série filmes que abrangem a carreira do cineasta.
Período: 8 a 13/2/2008
Herbert Richers, esse conhecido tão pouco conhecido
O nome de Herbert Richers soa aos nossos ouvidos com muita eufonia, pois grande parte dos filmes dublados para a TV foi feita em seus estúdios. O que muitos não sabem é que ele foi um dos maiores produtores de cinema da nossa história, participando do ciclo da chanchada e do cinema novo, entre outros.
Período: 15 a 24 de janeiro de 2008
Programação dedicada ao cinema nacional
A mostra tem uma programação com as produções da geração cinematográfica da década de 90 até os dias atuais.
Período: 25 a 10/2/2008
Quanto: Entrada franca com retirada de ingressos uma hora antes de cada sessão
Ele é um dos responsáveis pela inovação da indústria de Hollywood e do cinema norte-americano nos anos 70. Faz parte de uma geração de jovens cineastas nessa linha de tempo que faziam filmes para a juventude. Coppola O Poderoso Chefão, Scorsese Touro Indomável e Allen A Última Noite de Boris Grushenko. Compunham uma tríade no ponto de vista do prestígio intelectual e produziam um cinema de autor.
Allen começou a escrever piadas para comediantes na adolescência em um gênero chamado de Stand Up Comedy. Nesse gênero, o humorista se apresenta geralmente em pé (daí o termo stand up) e sozinho no palco. Também é conhecido como humor de cara limpa, pois não tem personagem, fantasia ou acessórios. Posteriormente, o próprio Allen subiu aos palcos para encenar os seus textos.
Desde o seu primeiro filme, O Que É Que Há, Gatinha? 1965, Woody Allen usa o bom humor e satiriza ele mesmo em características físicas e psicológicas. Desenvolve um jeito original de fazer as pessoas rirem com os seus óculos grandes, fragilidade física e compulsão sexual.
Gargalhadas Orgásmicas
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O filme já começa com originalidade, quando aparece em close algo se mexendo rapidamente e que lembra um movimento sexual. Mas à medida que a câmera se afasta, vemos um nariz de um coelho e vários desses inocentes bichinhos enchendo a tela.
Tudo O Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo De Perguntar (Everything You Always Wanted To Know About Sex - But Were Afraid To Ask, Eua, 1972) nos traz atuações pra lá de inusitadas, como o Dr. Doug Ross (Gene Wilder) que joga tudo para o alto, a carreira de médico e o casamento estável pela paixão a uma ovelha. Fabrizio (Woody Allen) na pele de um amante latino que se acha o máximo como homem e não consegue satisfazer a sua mulher, pois ela se excita apenas quando eles transam em lugares públicos.
Preto e branco na tela, um programa de TV bem no clima dos anos 50 e com uma certa sensação de seriedade. Mas quando começa a coisa é diferente, trata-se de "Qual É A Minha Perversão?". Programa de auditório que (Jack Barry), faz perguntas sobre fetichismo, o desafio é adivinhar a perversão sexual do convidado e ganha quem descobrir primeiro.
Como representar num filme as reações biológicas de um homem, desde a conquista, passando pela uma relação sexual com uma mulher, atingir o orgasmo sem mostrar explicitamente e muito menos ser monótono?
Woody Allen conseguiu e colocou nada mais, nada menos que o machão (Burt Reynolds) para botar ordem na casa como Chefe dos Espermatozóides.
Além, do roteiro que aborda vários temas da sexualidade humana, o diretor parodiza, usa enquadramentos com bastante close e plano americano. Os atores olham diretamente para a câmera e desta forma interagem com o espectador junto com os diálogos.
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Tudo O Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo De Perguntar
Disponível em DVD
Distribuição: Fox Home Entertainment
Duração: 88 minutos
Preço médio: R$19,90
Tomada aérea sobre uma favela que passeia por uma imponente e rica avenida. Pensamentos vagam com a ajuda de GC (gerador de caracteres).
(Um Pouco Mais, Um Pouco Menos, Brasil 2001, 17min.) faixa extra que está no DVD "Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos", possui uma trilha sonora suave e ajuda o espectador a refletir sobre o conturbado cotidiano da maior cidade do Brasil.
O fio condutor do documentário é a cidade de São Paulo, com os seus números e suas neuroses. Onde tudo é um pouco mais ou um pouco menos.
O diretor Marcelo Masagão de "1,99 - Um Supermercado Que Vende Palavras insere diversas informações das mais engraçadas as mais chocantes. Como por exemplo: uma pizzaria para cada semáforo, um publicitário para cada 3.212 consumidores indignados neste momento, sete vendedores para cada assalto realizado, seis pessoas para cada janela na penitenciária, seis janelas para cada pessoa nas mansões...
O curta-metragem de imagens áreas só é interrompido quando aparecem várias fotos de mãos e é rodado em preto e branco.
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Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos
Disponível em DVD
Distribuição: Agência Observatório
Duração: 72 minutos
Preço médio: R$39,90
Em um futuro próximo será possível assistirmos em uma tela de TV a vida inteira de uma pessoa, desde antes do nascimento até a sua morte.
Violação de Privacidade (The Final Cut, Eua, 2004) aborda o fascínio que as pessoas têm em saber de como é a vida do outro. O que ele pensa, como ele age, quais são as suas sensações e, descobertas perante os acontecimentos do cotidiano e do mundo.
No longa-metragem os pais compram um chip de computador e autorizam a empresa Zoe Tech a implantá-lo na mente dos bebês, onde será gravado em som e imagem toda a sua vida. Quando o implantado morre, é realizada uma cerimônia póstuma chamada de Rememória.
Alan W. Hakman (Robin Willians) é o editor de imagens do programa de computador que estão inseridos os chips nos seres humanos. No entanto, ele encontra uma ligação com seu próprio passado na última mente que está editando, uma série de eventos são desencadeados e colocam sua vida em perigo.
Com o clima de um verdadeiro Big Brother universal, Alan tem total poder para manipular a história de vida das pessoas. Ele é o chefe das memórias e decide com critérios próprios, o que é melhor ou pior para grande parte da humanidade. Fica em sua mão se ele quer construir heróis, vilões ou pessoas comuns.
No filme Violação de Privacidade, se desenvolve uma trama muito mais previsível e monótona do que em Show de Truman (1998) e Vanilla Sky (2001), obras que surpreendem o espectador com os seus roteiros sobre a manipulação da vida humana.
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Violação de Privacidade
Disponível em DVD
Distribuição: Playarte
Duração: 104 minutos
Preço médio: R$40,00
Na 1° Guerra Mundial, a Europa que tinha o cinema mais popular e poderoso do mundo foi arrasado.
Alguns produtores independentes norte-americanos migraram de Nova Yorque à costa oeste para um pequeno povoado chamado Hollywood.
Hollywood começou a se destacar no mundo cinematográfico, fazendo e importando diversos filmes.
Assim nasceu a chamada Meca do Cinema, que se transformou no mais importante centro da sétima arte do planeta.
Com a guerra explodindo no velho mundo, foram fundados os mais importantes estúdios (Fox, Universal, Paramount) e os seus donos todos judeus viam o cinema como um negócio.
Nessa terra encantada há condições ideais para rodar, dias ensolarados quase o ano todo e diferentes paisagens que servem como locações.
As experiências de um empresário o levam a conhecer o lado obscuro da indústria alimentícia dos Estados Unidos.
O longa-metragem hollywoodiano mostra os bastidores e um tortuoso caminho que os alimentos podem passar até chegar as grandes redes de lanchonetes na terra do Tio Sam.
O elenco conta com estrelas conhecidas como Bruce Willis e Avril Lavigne. A direção fica por conta de Richard Linklater, de Escola do Rock e Antes do Pôr-do-sol.
O filme é um drama baseado num livro de não-ficção escrito por Eric Schlosser.
(Nação Fast Food Uma Rede de Corrupção, EUA - 2006, 114min.) está em cartaz em grande circuito nos cinemas da capital.
Essa é abertura do polêmico programa jornalístico "Documento Especial, que passou inicialmente na extinta TV Manchete (1989 a 1992), depois no Sbt (1992 a 1995) e na TV Bandeirantes (1997 a 1998).
"Documento Especial", apresentado por Roberto Maya deixou saudade por abordar importantes temas decorrentes na sociedade brasileira. Clique na imagem e assista.
A Polícia Militar lança o Programa de Policiamento de Trânsito em São Paulo, que vai colocar 1.375 PMs para fiscalizar 1.011 pontos estratégicos da capital.
Os pontos são considerados críticos do ponto de vista de índices de criminalidade e com problemas de fluidez no trânsito.
O presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), Roberto Scaringella, diz que o papel dos PMs vai somar com o trabalho feito pelos agentes de trânsito.
Prefeitura de São Paulo consegue posse de 57 imóveis da Cracolândia
A região no centro da capital paulista é rebatizada de Nova Luz e a prefeitura lança nos próximos dias o edital de licitação para demolir as duas primeiras quadras do local.
Até o fim de semana, o subprefeito Mário Jordão deve retirar as últimas três famílias que moram na área e transferi-las para outro lugar.
Essa é a segunda semana de Mário Jordão a frente da Subprefeitura da Sé, mas só hoje concordou em falar sobre seus planos para o centro da capital.
Ano 2000, populares tocam blues Paris e dois jovens brigam. O branco humilha uma imigrante romena, o negro se ofende pela imigrante que estava pedindo esmola e manda o rapaz branco Jean (Alexandre Hamidi) pedir desculpas. Ele se recusa e está armada uma grande confusão no meio da rua.
De repente a polícia aparece, o rapaz negro Amadou (Ona Lu Yenke), já temendo represálias, sem ninguém cobrar nada começa a se explicar diante das autoridades. Jean que humilhou a mulher é liberado, Amadou é algemado e preso, a imigrante ilegal romena Maria (Luminita Gheorghiu) é deportada.
O diretor Michael Haneke faz as transposições de uma cena para outra de maneira radical, com o uso de bastante corte seco construindo assim a atmosfera do filme e utiliza em várias cenas o estilo documentário plano seqüência.
Código Desconhecido (Code Inconnu, França - 2000, 35mm, 118min.) é um longa-metragem que trata, além do preconceito racial a temática da discórdia e da violência do nosso cotidiano, e o quanto podemos ser impotentes em determinadas situações. Haneke causa impacto na forma ácida de abordar um determinado tema, que é uma de suas características já conhecida em obras como: O Sétimo Continen (88), Violência Gratuita (97), A Pianista (2001), entre outros.
Há momentos em que fatos soam realmente como verdadeiros, como no caso do fotógrafo Georges (Thierry Neuvic), quando volta de uma cobertura de guerra em Kosovo e nos mostra seu trabalho através de fotojornalismo.
O jovem negro leva uma moça branca para jantar e de cara esbarra com o preconceito, quando um garçom diz que a mesa que ele havia reservado perto da porta de entrada no restaurante estava ocupada, porque ele tinha chegado atrasado.
No ritmo da narrativa em corte seco Anne (Juliette Binoche), que é a namorada do correspondente de guerra Georges, conta que fez um aborto enquanto ele estava fora por causa do trabalho, ele não esboça reação. Anne conta isso dentro do supermercado.
Georges diz:
- "Você vai comprar arroz?"
O fio condutor da história é Anne (Juliette Binoche), em desempenho brilhante onde vive um papel de uma atriz, que leva uma vida de típica francesa de classe média.
Quase não existe trilha sonora, apenas rapidamente com uma banda de blues e em momentos que o professor de música Amadou, filho de imigrantes negros, toca batuques africanos em plena Paris.
Michael Haneke, no seu roteiro expõe de forma clara os conflitos entre os franceses e os estrangeiros. Através dos personagens nos aproxima com esse fato tão decorrente nas grandes cidades do mundo.
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Código Desconhecido
Disponível em DVD
Distribuição: Movie Star
Duração: 118 minutos
Preço médio: R$34,90
Um jovem produtor e diretor de cinema Enrique Goded (Fele Martínez) se esforça, mas não consegue escrever uma boa história para filmar, ele reencontra um amigo de escola que vai até a sua residência e se apresenta como Ignacio Rodriguez (Gael García Bernal).
Ignacio, que foi o seu primeiro amor, se tornou ator e está procurando emprego entrega-lhe um texto intitulado A Visita. Um roteiro que trata entre outras coisas, o fato de um padre chamado Manolo (Daniel Giménez Cacho), ter os separados na infância e que também era apaixonado por Ignacio.
Má Educação (La Mala Educación, Espanha, 2004) é um filme que fala sobre recordações quando a vida imita a arte, critica a educação exercida pela igreja católica e presta uma homenagem ao cinema através do diretor Pedro Almodóvar. Assim, como em Carne Trêmula (97), Tudo Sobre Minha Mãe (99) e Fale com Ela (02), ele deixa uma das suas marcas registradas, que é discutir comportamentos impostos pela sociedade.
Enrique se identifica com o roteiro, se entusiasma pelo fato de estar novamente ao lado do seu antigo amor e resolve filmar.
Zahara (Gael García Bernal) e Paca (Javier Cámara), entram travestidos de mulher numa igreja e roubam objetos em ouro da sacristia. Zahara resolve subornar o padre Manolo com relatos escritos sobre homossexualismo e pedofilia dentro da Igreja Católica por uma alta quantia em dinheiro.
Almodóvar nos prende a atenção com uma densa trama, câmera lenta e trilha sonora sacra, principalmente quando meninos aparecem.
Em determinado ponto de Má Educação, muda-se completamente o enredo, quando o padre faz revelações bombásticas e o nos golpeia com o que Juan é capaz de fazer para se firmar na carreira de ator.
Assim como em Má Educação, Almodóvar usa o cinema para fazer cinema, ou seja, o diretor da trama Máximo Espejo (Francisco Rabal), está prestes a filmar o que provavelmente será o seu último filme, por ter uma idade bastante avançada e estar numa cadeira de rodas. É comovente o empenho e a preocupação dele em fazer um ótimo trabalho.
Sua atriz é a bela Marina Osório (Victoria Abril) que está feliz profissionalmente, porém não tem ninguém para amar.
Mas o que ela não desconfiava, é que tinha sido observada por um maníaco recentemente recuperado e saído de um hospício no set de filmagem.
Ricky (Antonio Banderas), começa a roubar e aprontar no estúdio de
gravação, ele se viu fascinado pela moça que já conhecia, mas ela não se lembrava dele e segue Marina até o seu apartamento.
O radical e apaixonado Ricky invade a residência da atriz, declara todo o seu amor para ela, diz que quer ser seu marido e pai dos seus filhos pelo resto de suas vidas.
A partir daí, o simpático e hilariante casal nos leva as mais inusitadas situações, com muito humor misturado em num envolvente jogo de fetiche e sedução.
Ata-me! (¡Átame! Espanha, 1990) é uma história de amor, rapto, casamento e loucuras. O filme tem uma trilha sonora leve e agradável com Pop/rock em espanhol.
É impressionante a capacidade de Pedro Almodóvar, em dirigir dois longas-metragens com assuntos tão diferentes um do outro e tão bem realizados. Fica aqui provada a sua capacidade e versatilidade em não se prender a um determinado gênero cinematográfico.
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Má Educação
Disponível em DVD
Distribuição: 20TH Century Fox
Duração: 105 minutos
Preço médio: R$26,90
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Ata-me!
Disponível em DVD
Distribuição: Miramax Films
Duração: 111 minutos
Preço médio: R$24,90
Um grupo de alunos da Escola Estadual Ciro de Barros Rezende, em Valinhos região metropolitana da cidade de Campinas (SP), foi expulso pelo conselho do colégio por expor três professores de forma vexatória no Orkut (site de relacionamento da internet).
Um dos integrantes também é acusado de agredir fisicamente a diretora da escola. O grupo é formado por quatro rapazes e uma menina com idades que variam de 16 a 24 anos. Na comunidade do colégio, via Orkut eles criaram dois fóruns de discussões onde xingam e colocam apelidos nos professores.
Quando soube do fato a diretora da escola Maria José Jordão, convocou os alunos e os responsáveis para discutir a questão. Os jovens confirmaram a publicação dos fóruns na internet e um deles jogou um aparelho celular contra a diretora.
A expulsão do grupo foi decretada na sexta-feira, porém ontem o SEE (Secretária Estadual de Educação), informou através da assessoria de imprensa que os acusados retornaram às aulas e que o caso será devidamente apurado por uma equipe de supervisores.
A APOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP) anunciou que vai acionar a justiça contra os alunos. Uma pesquisa feita pela entidade com 684 professores no final de 2006 revelou que 87% desses profissionais formam vítimas de algum tipo de violência.
O estudante de educação física, Thiago de Arruda, 19 anos, foi difamado via Orkut (site de relacionamento na internet), ele teria sido induzido a cometer suicídio por membros da comunidade virtual de nome No escuro de ponta grossa, a mesma que o difamou.
A Polícia Civil de Ponta Grossa, cidade localizada a 120 quilômetros de Curitiba (PR), investiga a morte do estudante, o corpo foi encontrado dia 05 dentro de um carro na garagem de sua casa.
Há cerca de um ano ele foi alvo de ataques, calúnias e injúrias pela web. Diziam que ele não seria bem-vindo na sociedade em razão da sua opção sexual.
No site, o rapaz era chamado de pedófilo, disseram que pessoas desse tipo tinham de morrer e que não podiam conviver com a humanidade, disse o delegado Homero Neto.
De acordo com amigos de Thiago, a pressão psicológica sobre ele extrapolou a internet. Passou a ser hostilizado nas ruas da cidade. Por conta disso, teria começado a escrever mensagens no ciberespaço dizendo que iria se matar.
Integrantes da comunidade virtual souberam da disposição do estudante e passaram a encorajá-lo, segundo a polícia. Deram a receita pelo Orkut, ao confirmar que o jovem aprendeu como deveria fazer para se suicidar.
Thiago colocou uma mangueira no cano de escapamento, entrou no veículo, fechou os vidros, ligou o motor e morreu ao inalar monóxido de carbono. É até meio diabólico, afirmou o delegado. Depois do suicídio do rapaz, as instruções sobre como se suicidar foram retiradas da página.
O Ministério da Justiça anunciou na última terça-feira as novas regras para a classificação indicativa de programas de TV. A portaria, publicada mantém a vinculação da faixa etária indicada ao horário de exibição.
Esse era o ponto mais atacado por parte dos artistas e pelas emissoras, mas o governo não cedeu. A nova portaria determina que os canais de TV poderão fazer a autoclassificação, sem depender de um parecer do governo para pôr a atração no ar no horário que considerarem mais adequado.
Mas embora as emissoras não precisem submeter os programas à análise prévia, o ministério analisará o material e, num prazo de 60 dias, emitirá um parecer concordando ou não com a autoclassificação.
Caso a resposta seja negativa, a emissora tem cinco dias para apresentar um recurso. Mantida a decisão, o caso será encaminhado ao secretário Nacional da Justiça, que terá um mês para examinar a situação.
Veículos baratos, maltratados e com garantia em SP
Carros velhos são vendidos livremente na periferia de São Paulo. Chegam a custar R$800. Não têm faróis, pára-choques e rodam com pneus carecas. Além de um risco para os motoristas, o veículo mal conservado é um transtorno para o trânsito paulistano, já complicado normalmente.
Uma revendedora chega a fechar quinze negócios por mês. Mesmo faltando peças ou com problemas, os automóveis saem da loja com garantia.
OdontoBrasil e Ciodonto apontam tendências da odontologia
OdontoBrasil e Ciodonto 2007, feira e congresso de odontologia que iniciaram suas atividades no dia 12 e se estendem até 15 de junho, no ExpoCenter Norte, em São Paulo, reúnem importantes lideranças e autoridades do setor, além de apontar as tendências da odontologia brasileira.
Na ocasião da abertura oficial do evento, na terça-feira (12/06), Dr. José Gomes Temporão, Ministro da Saúde, presidiu a cerimônia que contou ainda com autoridades como Governador José Serra, Dr. José Carlos Abrahão (presidente da Confederação Nacional da Saúde), Werner Dornscheidt (presidente da Messe Düsseldorf e da MEDICA - Feira Mundial de Medicina) e Ruy Baumer (presidente do Sindicato das Indústrias de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo).
Para o Dr. Norberto Francisco Lubiana, presidente da ABO (Associação Brasileira de Odontologia), a realização da OdontoBrasil e Ciodonto são de extrema importância, por formarem a maior feira odontológica da América Latina. É o momento para os profissionais se atualizarem e as empresas mostrarem os seus produtos para haver uma integração em prol da saúde, disse ele.
Foto: Sergio Batisteli
Dr. Mario Sergio Limberte
O Ciodonto traz especialistas do setor e de outras áreas para auxiliar a vida profissional e pessoal do odontologista. Este ano, há também temas não odontológicos, mas que causam impacto. Abordaremos de forma prática maneiras de se obter desde uma boa gestão de um consultório, até como melhorar a vida pessoal do cirurgião, afirma o presidente do congresso, Dr. Mario Sergio Limberte (foto).
Já na feira OdontoBrasil, os expositores oferecem de equipamentos e materiais de uso contínuo, até novidades que despontam no setor da odontologia, como o tratamento de estética e clareamento dental. Temos várias empresas aqui e o público nos procura bastante, lembra a idealizadora e presidente da feira, Dra. Waleska Santos.
Uma das novidades da feira fica por conta do clareador dental caseiro com supervisão profissional: o White Class. É um Produto totalmente nacional à base de peróxido de hidrogênio. Poder ser usado uma hora por dia nas concentrações de quatro à sete por cento. O kit do clareador sai por R$120,00 com quatro seringas, porta moldeira e estojo para transporte.
É muito fácil, para isso basta ir ao lado esquerdo da tela em Meus Áudios Podcasting, clicar em cima no nome do arquivo escolhido e depois clique em executar para poder ouvi-lo.
Como Por exemplo:
Cinema Novo x Cinema Marginal
Esse é um trecho do debate Revisão do Cinema Novo. Promovido pelo CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) em S.Paulo, onde se abordou também outros movimentos da sétima arte brasileira que surgiram posteriormente como Cinema Marginal e da Retomada. O encontro contou com as participações dos críticos Daniel Caetano redator da revista eletrônica Contracampo, Inácio Araújo autor dos livros Uma Chance na Vida (1994), Ilha Deserta Filmes (2003) etc e Paulo César Saraceni diretor dos filmes: Porto das Caixas (1962), O Desafio (1965), O Viajante (1998), entre outros.
Foto: Carlos Taira
O produtor e diretor Paulo César Saraceni
A origem do feriado de 1° de maio, que é internacional remonta a 1886, quando um grupo de operários revoltados com as condições de trabalho em Chicago (EUA), fizeram uma grande manifestação. No confronto com a polícia muitos trabalhadores morreram e outros tantos foram presos, fatos muito parecidos com um outro protesto que tomou proporção mundial e que ficou conhecido como o Dia Internacional da Mulher.
O feriado do Dia do Trabalho existe para lembrar o símbolo de luta por condições mais humanas de trabalho no mundo.
Hoje, a pergunta que fica no ar é a seguinte: o trabalhador ainda tem motivo para comemorar esse feriado?
Para o músico José Carlos Carvalho, 45, o Brasil tem muitos feriados e o 1° de maio deveria ser comemorado com uma grande greve geral de forma pacífica, sem quebra-quebra, como já aconteceu na França. Para a maioria da população brasileira, não faz a menor diferença o motivo da comemoração dessa data que virou muito mais uma festa política do que popular.
Eu e o trabalhador brasileiro, não temos nenhum motivo para comemorar. Não temos um salário digno, diz José.
Os empregadores cobram deveres, mas não pagam nossos direitos. Acredito que os governantes do Brasil não pensam nos trabalhadores. Eles pensam no dinheiro que vão conseguir ganhar em cima dos empregados, afirma Marinalva Rodrigues, 27, funcionária da cafeteria Grão Expresso.
Essa pergunta também foi feita aos trabalhadores do Sam´s Club, localizado na Avenida Rudge, zona norte de SP, um hipermercado atacadista pertencente à mega rede norte-americana do varejo, o Wal-Mart. Todos vão comemorar o 1°de maio trabalhando.
José Aihan, 20, operador de caixa, comemoro "como forma de agradecimento pelo trabalho que eu tenho, por poder ajudar minha família e construir um futuro, como cursar uma universidade. Para a maioria das pessoas, esse feriado tem um significado de agradecimento também para Deus e o esforço de quem trabalha e não para o empregador.
Já Leandro Antonio, 27, repositor, diz Tenho o que comemorar como forma de conquista. Agente tem esse dia para refletir sobre como está a vida profissional e saber até que ponto ela está evoluindo.
Erick Robles, 22, da área de eletrônicos, declara O trabalhador brasileiro acaba ficando a mercê da política empresarial de empresas estrangeiras e aceitando o que eles impõem, por causa do desemprego que o Brasil vive. Dentro dessas condições ainda consigo comemorar, por entender que tenho necessidade desse emprego.
O crime compensa sociedade Assaltei o cinema para falar da gente!
Desde a época do cinema mudo dos anos 30, o genial Charles Chaplin usou a imagem em movimento para explicar o comportamento da sociedade.
Em "Tempos Modernos", assistimos a revolução industrial, as máquinas começaram a fazer parte da vida humana e as pessoas viraram peças chave na produção das grandes fábricas. Os operários foram os responsáveis pela geração de fortunas para os industriais, que não ofereciam nenhuma condição digna de trabalho ao seu funcionário.
O ser humano do início da era da modernidade viveu em função do trabalho.
Qualquer semelhança com as condições de muitos trabalhadores atualmente não é mera coincidência.
A imagem em movimento do espelho da sociedade atual está representada na polêmica obra, "Clube da Luta" de 1999, Brad Pitt e Edward Norton mostram o outro lado da vida do homem em dependência do trabalho.
Na tela vemos um turbilhão de informações, uma forte influência dos meios de comunicação de massa na vida das pessoas que incentivam o consumo. É incrível a facilidade de se comprar hoje em dia é possível, por exemplo, mobilhar um apartamento inteiro por telefone!
Vivemos o auge do consumismo muita coisa é descartável. Jovens bem sucedidos com bom poder aquisitivo e solteiros perdem o entusiasmo pela vida, quando tudo é: (trabalhar, trabalhar, trabalhar e comprar, comprar, comprar).
Nós somos os filhos do meio da história, sem propósito ou lugar, não tivemos Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a guerra espiritual, nossa Grande Depressão é a nossa vida.
Eles partem então, numa busca insana por alucinantes experiências de vida e se questionam esses valores.
No século XXI, a sociedade está totalmente rendida a coisificação, tanto é que a palavra dita pelo homem não tem mais nenhuma importância. Uma outra questão percebida como efeito de tal coisificação é o fato da família estar cada vez mais separada, uma vez que somos escravos do tempo os nossos filhos já cresceram e nem notamos. Portanto cuidado!
As coisas que você tem acabam dominando você.
Ele é considerado o grande romancista das décadas de 30 e 40, buscava uma prosa moderna e calcada na linguagem jornalística. Ernest Hemingway (1899 1961), norte-americano, é autor de obras como: Morte ao entardecer, Paris é uma festa e Por quem os sinos dobram. Em 1954, ganhou o Nobel de Literatura com o livro O Velho e o Mar, lançado em 1952.
Nesse romance, Hemingway logo de início no mostra a construção de uma linguagem jornalística, utilizando o chamado LEAD (o quê?, quem?, quando?, onde?, por quê?, e como?).
A partir dessa estrutura textual, o escritor nos mostra a beleza e a simplicidade da relação humana, numa aldeia de pescadores em Havana, Cuba. Santiago é o velho pescador que tem um grande amigo, um garoto chamado Manolin que assim como o velho, também é fã da liga americana de beisebol. Ele ajuda o velho a se preparar para uma longa e tortuosa pescaria.
São quatro dias de pura poesia e encantamento, narrados por Hemingway, em que se refere ao mar como um elemento feminino, em espanhol la mar, quando o querem bem, a lua afeta o mar como afeta as mulheres, descreve o autor. A sua escolha inicial fora se esconder na águas escuras e profundas, para além de todos os laços, armadilhas e traições. A minha escolha fora ir procurá-lo onde jamais ninguém ousaria ir (pág. 54), no momento em que o homem, representado por Santiago e a sua recompensa - troféu, é um peixe gigante quando estão juntos em alto mar.
Com um enredo que agrada os românticos e detalhistas de plantão, O Velho e o Mar é uma ótima dica de leitura.
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Livro: O Velho e o Mar
Autor: Ernest Hemingway - 126 páginas
Editora: Bertrand Brasil
Preço médio: R$30,00
Emissora: CBN
Dial: 780
Programa: CBN Noite Total
Apresentador (a): Roxane Ré
Horário: Diariamente das 21h às 0h
Principal destaque: O programa CBN Noite Total, assim como a plástica da rádio tem um estilo sóbrio e moderado de locução. Com isso transmite calma ao passar uma notícia, evidenciada na voz da âncora Roxane Ré.
Pontos positivos: A CBN tem uma maneira resumida e dinâmica ao passar as notícias do cotidiano, geralmente seguida com entrevistas referentes ao assunto abordado, o que permite ao ouvinte ter uma rápida noção do que está acontecendo.
Pontos negativos: Excessiva repetição de leitura das notícias, muitas vezes não permite ao ouvinte um aprofundamento dos acontecimentos.
Emissora: Rádio Bandeirantes
Dial: 840
Programa: Bandeirantes a Caminho do Sol
Apresentador (a): Cláudio Zaidan
Horário: Diariamente da 0h às 7h
Principal destaque: O programa Bandeirantes a Caminho do Sol, assim como a plástica da rádio tem uma mescla de locução popular e rádio notícia, com o slogan: A Rádio Que Briga Por Você. Dessa maneira, essa rádio se coloca no papel de governo e prestadora de serviço.
Pontos positivos: A Bandeirantes possui uma abordagem profunda de um determinado assunto, ouvindo vários lados para se chegar a uma conclusão.
Pontos negativos: Aquele ouvinte que não tem tempo para ouvir uma abordagem completa de uma notícia, acaba mudando de estação, a fim de se informar sobre os acontecimentos de forma mais enxuta, mas com uma noção geral dos fatos da sua cidade.
Emissora: Jovem Pan
Dial: 620
Programa: Jovem Pan no Mundo da Bola
Apresentador (a): Flávio Prado
Horário: sábado das 9h30 às 13h
Principal destaque: O programa Jovem Pan no Mundo da Bola traz notícias, comentários e entrevistas sobre futebol internacional.
Pontos positivos: Com apresentação de Flávio Prado, além da informação esportiva, também se preocupa em mostrar a história e as curiosidades de outros países indo muito além das quatro linhas.
Pontos negativos: A Jovem Pan AM não tem retransmissora no FM, com isso deixa de atingir muitos outros ouvintes.
Emissora: Eldorado AM
Dial: 700
Programa: Plug 700
Apresentador (a): Pierluigi Piazzi e Tarcisio de Carvalho
Horário: sábado às 20h e domingo às 21h
Principal destaque: O programa Plug 700 aborda de maneira clara, objetiva e tira dúvidas do ouvinte, sobre o mundo da informática.
Pontos positivos: Dicas e explicações de como instalar programas e melhorar o funcionamento dos computadores.
Pontos negativos: Nem sempre os sites e servidores indicados no programa funcionam.
Emissora: Record
Dial: 1000
Programa: Especial Sertanejo
Apresentador (a): Donizeti
Horário: sábado e domingo das 22h às 0h
Principal destaque: O programa Especial Sertanejo mostra a tradição do mundo sertanejo e caipira em São Paulo. Traz entrevistas com artistas do meio.
Pontos positivos: Presta homenagem e a lembrança de antigos artistas, desconhecidos da nova geração.
Pontos negativos: Em alguns momentos o apresentador Donozeti, se perde na forma de se comunicar improvisada ao comandar o programa, mas nada que comprometa sua credibilidade.
Rádios FM
Emissora: Brasil 2000
Dial: 107,3
Programa: Direto e Reto
Apresentador (a): Marcelo Andreassa
Horário: Diariamente das 8h às 10h e das 14h às 16h
Principal destaque: O programa Direto e Reto, assim como a plástica da rádio tem uma locução falada e a sua programação está voltada para os lançamentos do rock, tanto nacional como internacional. Tem também boletins informativos.
Postos positivos: A Brasil 2000 é a única rádio em São Paulo que se aventura em apresentar e tocar um som alternativo.
Pontos negativos: É uma rádio que passa constantemente por mudanças de direção, o que muitas vezes cria confusão para o ouvinte.
Emissora: Eldorado FM
Dial: 92,9
Programa: Sintonia Fina
Apresentador (a): Nelson Motta
Horário: de segunda a sexta 12h55 e 14h55
Principal destaque: O programa Sintonia Fina, assim como a plástica da rádio tem uma locução falada e conta com uma programação refinada e elitista. Nelson, como um descobridor de talentos da boa música, mostra as novidades do soul, jazz, pop, groove e mpb.
Pontos positivos: É uma rádio FM que se preocupa com cidadania, meio ambiente e com campanhas de conscientização para o seu ouvinte.
Pontos negativos: Talvez o seu slogan tenha uma conotação preconceituosa: A Rádio dos Melhores Ouvintes.
Eles são eles e o resto é o resto?
Emissora: Kiss
Dial: 102,1
Programa: Alternativa Kiss
Apresentador (a): Marco Antonio
Horário: de segunda a sexta 18h
Principal destaque: O programa Alternativa Kiss, assim como a plástica da rádio tem uma locução falada e conta com uma programação classic rock, boletins informativos sobre trânsito e dicas culturais em São Paulo.
Pontos positivos: Fiel ao seu público é a única classic rock de São Paulo.
Pontos negativos: Muitas vezes o apresentador Marco Antonio, deixa claro o seu desamor contra o nosso samba, axé etc.
Emissora: Mix
Dial: 106,3
Programa: Chuchu-Beleza
Apresentador (a): Felipe Xavier
Horário: a qualquer momento na programação
Principal destaque: O programa Chuchu-Beleza é humorístico, apresentado por Felipe Xavier.
Pontos positivos: Criatividade e bom humor, com vários personagens como: Homem-Cueca e Doutor Pimpolho no dial.
Pontos negativos: A Mix é um veículo de comunicação que não tem uma preocupação com uma boa formação do jovem brasileiro e inventou um programa, em 2006 que tinha como pauta uma competição com novas gírias. Com isso, ela conseguiu de certa forma fazer que o seu ouvinte usasse a criatividade, em algo pouco importante para a sua vida.
Emissora: Mundial
Dial: 95,7
Programa: Gasparetto Conversando com Você
Apresentador (a): Luiz Antonio Gasparetto
Horário: sexta das 10h às 11h e sábado da 1h às 2h
Principal destaque: O programa Gasparetto Conversando com Você leva o ouvinte a uma reflexão, geralmente com assuntos do cotidiano, da metafísica e relacionamentos.
Pontos positivos: O apresentador Gasparetto tem uma maneira diferenciada de comandar esse programa de auto-ajuda fugindo dos clichês e do lugar comum. Psicólogo de formação coloca em debate inclusive a própria psicologia como ciência.
Pontos negativos: Muitas vezes talvez por ser um profissional do estudo do comportamento, Gasparetto impõem sua opinião, quer o ouvinte aceite ou não.
7 de abril, dia do jornalista Muito trabalho e pouca comemoração
Hoje é comemorado o dia do jornalista, um profissional que muitas vezes acorda cedo e não tem hora para dormir, pois a notícia não escolhe horário para acontecer. O jornalista deve sempre estar em busca da informação, para transmitir os acontecimentos do dia e da noite para a sociedade.
Embora o profissional dessa área trabalhe muito, ele mesmo pouco comemora. Por quê?
Por incrível que pareça, existe muita desinformação entre os jornalistas e pouca divulgação a respeito da data. É o que pensa Lais Russo, 19, aluna do segundo ano de jornalismo da Uniban (Universidade Bandeirante de São Paulo).
Ela afirma: Para se iniciar uma boa carreira jornalística, deve-se ler muito, pesquisar e não ter preconceito. Segundo Lais, o jornalista precisa tomar cuidado com o que diz, principalmente a forma com que ele usa o poder da palavra. Para ela, quase não existe imparcialidade, porque ele sempre terá uma opinião formada sobre um determinado assunto e tudo é parcial. A acadêmica acredita que ser parcial é ser injusto, tendo em vista que sempre uma das partes envolvidas em um acontecimento, será prejudicada.
O Museu da Língua Portuguesa, localizado na Estação da Luz, centro da capital paulista é uma importante iniciativa cultural, pois resgata a memória de nosso idioma, explica a sua identidade e nos mostra exposições que vão muito além da palavra escrita.
A língua portuguesa descende da família indo-européia, originária de um território que se estendia da Ásia à Europa e no Brasil, sofreu a influência de línguas ameríndias da família tupi e das línguas africanas da família níger-congo.
A identidade de nossa língua está no carnaval, culinária, religiões, relações humanas, festas, natureza e diversos outros canais de comunicação.
... Nossa matéria-prima é a palavra. A palavra como som, como sentido, como prática, como senha, como signo cultural distintivo, como argamassa social, como história, como objeto, como entidade mutável e mutante..., afirma o poeta e antropólogo Antonio Risério.
Tupi or not tupi..., como diria o modernista Oswald de Andrade, que nos anos 20 escreveu o Manifesto Antropofágico. Os modernistas perceberam a grande influência da cultura estrangeira e a perda da identidade genuinamente tupiniquim. Eles foram as vozes que se rebelaram contra essa influência e vomitaram de volta uma cultura, que foi impostamente ingerida.
A partir dos anos 90, assistimos a era do internetês, como uma forma de linguagem escrita, que pouco valoriza a grafia e as regras gramaticais, se caracteriza principalmente pelo uso de abreviaturas, ao invés de se escrever uma palavra inteira. Essa linguagem produz novos códigos, muito usados na internet, principalmente entres os jovens, em salas de bate-papo.
As palavras escritas nos livros tomam um corpo físico e servem de fonte para se fazer arte, a palavra vira arte. No Museu da Língua Portuguesa, observamos essa construção que vai de materiais rústicos como tijolo, bloco e terra, até uma mega parede em cristal líquido de última geração, que percorre 120 metros de comprimento, onde são exibidas imagens a respeito da língua portuguesa, documentada na mídia eletrônica.
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Sobre as nossas cabeças todas as páginas de um livro penduradas, sacos de plástico escritos terra do sertão e de repente, em plena São Paulo, o sertanejo; o simples mostra o seu valor. Trata-se da exposição que retrata a obra: Grande Sertão Veredas, Rio de Janeiro (1956), de João Guimarães Rosa.
Esta exposição, localizada no primeiro andar do museu, foi idealizada e organizada pela artista plástica, produtora e diretora de teatro, Bia Lessa. O Grande Sertão Veredas ficará aberto ao público até o final de 2007.
A música talvez seja a manifestação cultural que consegue atingir o maior número de pessoas em menor espaço de tempo.
A música faz parte da memória social de um povo.
A música é a parte interna do homem e expressa o mundo interno do indivíduo.
A música é o desenvolvimento humano.
A música pode ser considerada uma linguagem sem referente imediato. Nessa medida, ela refere-se a ela mesma, à sua maneira de ser, de erigir-se em um sistema autônomo, com uma dialética própria.
MANISFESTA
UNIVERSAL
SOCIALIZA
INDIVÍDUO
COMUNICA
ALMA
Para que ela serve? Por que ela existe?
Porque a música pode louvar a Deus, criando uma atmosfera, um clima através de um culto religioso. Há uma música certa para cada momento do culto: momento de alegria, exaltação, tristeza etc.
Os cantores se exprimem, falam de si mesmos, se realizam em suas canções. Mas não só eles; a vontade de cantar (Benatto, Sono sole canzonette) está em todo o mundo, aparece em qualquer momento. É a vontade de desafogar, de exprimir o que se tem dentro: a alegria do coração, os sofrimentos da alma, a raiva no corpo ou algo que não se sabe bem o que é.
Também no ato de tocar há expressão. E são expressivos principalmente aqueles que improvisam: eles inventam sua música, eles A tocam e, às vezes, só eles mesmos a ouvem os tocadores. São os músicos de jazz, ou de rock, e também românticos como Shumann e Shubert. As crianças e os jovens também, quando descarregam sua emotividade e fantasia nos instrumentos, tornando expressivos os objetos sonoros.
O candidato ao prêmio Nobel da Paz em 2005, ativista político e vocalista da banda de rock irlandesa, U2 Bono Vox, foi perguntado em uma entrevista.
Uma música pode fazer diferença no mundo?
Bono declarou: Músicas podem mudar o mundo. Explica esse processo usando a subjetividade através da legitimação interior: Com certeza o meu mundo. Elas podem mudar seu estado de espírito, a temperatura de um ambiente. Músicas são incríveis. Não são como filmes que se assiste uma ou duas vezes. Elas se tornam parte de sua vida. São mais como cheiros. Há alguns cheiros ruins nossos por aí, mas quando acertamos é como um perfume. A liberdade tem perfume e é como o cheiro da cabeça de um recém-nascido, disse Bono. Bem, aí fica a deixa que se para o eu interior a música pode ser transformadora, ela também pode ser na busca da legitimação do eu exterior.
Praticando uma análise sociológica:
A música também serve para fazermos uma análise sociológica e compreendermos melhor nossa sociedade!
Para entendermos melhor como isso ocorre, vamos fazer um estudo sobre a música Fábrica da banda de Brasília, Legião Urbana.
Surgida na primeira metade da década de 80, essa banda refletia o sentimento e pensamento de uma geração pós-regime militar e censura prévia instalada no Brasil. Se expressavam de maneira social e política, engatinhavam em nosso país a possibilidade de poder comunicar- se diretamente um tema ou assunto ,sem ter que recorrer ao uso de subterfúgios.Como o uso de pseudônimos e metáforas, absorvendo a liberdade de expressão, para poderem dar o seu recado.
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- Fábrica (Renato Russo)
Nosso dia vai chegar,
Teremos nossa vez.
Não é pedir demais:
Quero justiça,
Quero trabalhar em paz.
Não é muito o que lhe peço
Quero trabalho honesto
Em vez de escravidão
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance.
De onde vem a indiferença
Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
E o que era verde aqui já não existe mais.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar como fogo.
Que venha o fogo então.
Esse ar deixou minha vista cansada,
Nada de mais.
Podemos perceber que essa canção começa com um sonho de um trabalhador (operário da fábrica): Nosso dia vai chegar, teremos nossa vez.
Segue com uma reflexão ou um diálogo com seu chefe, com o uso da elipse no final dos versos:
Não é pedir demais: ... patrão
Quero justiça
Quero trabalhar em paz
Não é muito o que peço... patrão
Eu quero trabalho honesto
Em vez de escravidão
Aqui Renato Russo coloca uma situação entre o empregado e o patrão, mostra uma realidade social, pois muitas vezes os empresários mesmo pagando ao trabalhador seus direitos trabalhistas, despedem seu funcionário por ele não ter disponibilidade de fazer hora extra ou trabalhar no seu dia de folga.
Mas é claro que os empresários não admitem isso oficialmente, dizem que dispensaram o trabalhador por excesso de contingência, mas ironicamente uma semana depois está um novo trabalhador no lugar daquele que foi despedido.
Isso vem desde a Revolução Industrial e a formação das sociedades industriais capitalistas.
De qual forma?
O operário é a mão de obra na maior parte das vezes não qualificada.
O patrão em busca do lucro (luta competitiva pelos mercados)
Deve haver algum lugar
Onde o mais forte
Não consegue escravizar
Quem não tem chance
Pergunto à vocês será que esse lugar existe?
Essa afirmação é utópica dentro de uma realidade capitalista, ela reflete a esperança e o sentimento popular.
Mas o homem é fruto do meio do capital!
De onde vem a indiferença...sociedade ?
"Temperada a ferro e fogo?
Quem guarda os portões da fábrica?
O autor usa de dois elementos literalmente usados em uma usina siderúrgica - ferro e fogo.
Essa indiferença pode vir da própria classe trabalhadora, pois o processo de mudança social só pode ser formado com ação coletiva de uma determinada classe social conflitando com os interesses de outra, gerando a luta entre classes culminado uma revolução.
Por ser um processo extremamente complexo e transformador nossa sociedade muitas vezes vira as costas e fica indiferente como se isso não fosse uma questão dela própria .
Quem guarda os portões da fábrica?
Ou seja, quem cuida de tudo isso?
A quem pertence esse imenso, rico e frio império?
O céu já foi azul, mas agora é cinza
E o que era verde aqui já não existe mais.
Com sua crítica social o poeta também deixa claro o preço do progresso.
A urbanização e industrialização trouxeram a modernização, gerando o arranco tecnológico. Mas trouxe também a poluição, desmatamento e a destruição gradativa do meio ambiente.
Quem me dera acreditar
Que não acontece nada de tanto brincar com fogo
Que venha o fogo então
Nesse momento (o operário) da fábrica preferia estar longe de tudo isso, mas logo a realidade bate em sua porta e lhe restando apenas uma atitude conformista aceita a sua realidade social.Que venha o fogo então
Esse ar deixou minha vista cansada, nada de mais...
O (operário) futuramente ter uma doença provavelmente é um pai de família, tem contas para pagar, como aluguel de sua casa, prestação de automóvel, ajuda nas despesas do lar junto com sua esposa precisa pagar o colégio de seus filhos...
Não será, mesmo sem saber, um ar tóxico dentro da usina onde ela trabalha que vai desanima-lo ou afasta-lo se de seu serviço e da linha de frente da produção industrial. Porque ele precisa desse emprego e o desemprego assusta a todos.
E depois?
Se ele tiver um câncer?
Bem aí o patrão pode pagar as despesas com médicos e hospitais, pagar uma pensão para a família e estamos todos resolvidos.
Afinal o (operário) foi um herói e contribuiu não só para o lucro da empresa onde trabalhou, mas também para a economia do país.
O documentário dirigido pelo jornalista e cineasta João Batista de Andrade, (Vlado - 30 Anos Depois, Brasil, 2005) está intimamente ligado à história recente do jornalismo brasileiro.
O filme mostra um panorama do auge da ditadura dos anos 70, quando havia a censura prévia instalada pelo governo militar, que regulava os órgãos de imprensa no Brasil e durou até a primeira metade dos anos 80.
Esse documento nacional traz importantes depoimentos com formadores de opinião como: Elio Gaspari, Paulo Markun, Fernando Moraes, Konder, George Duque Estrada, Mino Carta, entre outros.
A obra de Andrade esclarece como foi à morte do diretor de jornalismo da rede Cultura Vladimir Herzog, indicando cinematograficamente que ele foi assassinado pelo regime militar e não se suicidado como foi divulgado na época em 25 de outubro de 1975.
Hoje, passados 32 anos da morte de Vlado, esse documentário tem a oportunidade de registrar de forma totalmente livre e transparente a versão da família de Vlado. Foram ouvidos o irmão Ivo Herzog, a viúva Clarice e os jornalistas que foram torturados durante o regime militar. O filme é narrado de maneira extremamente corajosa, na forma de abordar como foram feitas as prisões e a execuções das torturas praticadas.
Certamente o momento mais marcante do DVD, é a homenagem ecumênica ao Vlado. Uma missa filmada na Catedral da Sé, em São Paulo, como forma de protesto silencioso que contou com a participação de oito mil pessoas.
Vlado um cidadão correto e brilhante jornalista.
Basicamente a linguagem fílmica que predomina é a simplicidade, ângulo reto, câmera na mão, close, plano médio e plano geral.
Divulgação
Vlado - 30 Anos Depois
Disponível em DVD
Distribuição: Europa Filmes
Duração: 86 minutos
Preço médio: R$26,90
O Brasil é um dos países que têm uma das mais ricas e diversificadas culturas musicais do mundo, e tem o privilégio de ser uma efervescência no surgimento de novos músicos. No entanto, esse é um ciclo e existe uma questão: a dificuldade que os novos cantores e bandas encontram de se lançarem no mercado fonográfico.
A divulgação do trabalho musical é um caminho diretamente ligado à chamada indústria cultural, responsável pela padronização do gosto. Como por exemplo, na gravação de um CD, os executivos das grandes gravadoras julgam a música, antes que ela chegue ao grande público.
Mas para percorrer um caminho de sucesso, os novos artistas passam por uma via de mão dupla, como a produção independente que é uma alternativa e eles estão deixando de esperar a trilha percorrida das grandes gravadoras. Com o avanço da tecnologia, hoje existem cada vez mais condições de se produzir uma obra com uma boa qualidade sonora.